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As Fascinantes Feiras Medievais de Portugal

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Que tal ser transportado para outra época? Assim como acontece em outros países da Europa, Portugal também possui um vasto calendário de eventos que relembram as antigas feiras e mercados da Idade Média. Eles começaram a se espalhar pelo país na década de 90 (Coimbra foi a pioneira). Em 2022, pelo menos 45 feiras medievais serão realizadas pelo país até o final do ano.  Além de movimentar o turismo e a economia local, com geração de empregos e renda, esses eventos costumam mobilizar as comunidades, que muitas vezes incorporam o espírito da festa, decoram suas casas e se vestem à caráter para criar um ambiente de época. Isso sem falar no quão divertidas elas podem ser para o público geral!

Mais comuns no verão, as Feiras Medievais acontecem principalmente nos meses de julho e agosto. Algumas já são bastante conhecidas, como as de Silves, Óbidos, Santa Maria da Feira, Viana do Castelo e Sintra. 

O Atlantic Lovers* conta tudo o que se passa nas melhores feiras medievais do país!

 

Como São as Feiras Medievais de Portugal?

 

Torneio Medieval de ÓbidosTorneio Medieval em Óbidos


O Cenário Medieval

Muitos eventos do gênero costumam acontecer em cidades que ainda conservam a arquitetura medieval. Portugal possui vários castelos espalhados pelo país. Em Óbidos, por exemplo, existe uma vila cercada por muralhas, com a arquitetura do século 13 preservada, o que confere, por si só, um cenário perfeito para a festa.

Decoração

As ruas e as varandas das casas são ornamentadas com bandeiras, bandeirolas e flâmulas contendo os tradicionais brasões de famílias portuguesas. Tapetes vermelhos decoram zonas nobres, enquanto que a palha cobre o chão dos ambientes mais simples. Cadeiras são substituídas por bancos de palha.

Completando o cenário, há feiras que espalham tochas, fogueiras e troféus de caça pela rua. Isso sem falar nos instrumentos de tortura comuns na Idade Média e “corpos” de malfeitores executados em praça pública.

A atmosfera também pode incluir cheiros: churrasco, bebida e fogueiras.

Tenda de produtos artesanais

Tenda de produtos artesanais

Ambientes Típicos

Pelos burgos (núcleos populacionais que surgiram nas cercanias dos castelos), montam-se barracas, afiam-se as armas, preparam-se os homens para a batalha. São montados acampamentos das hostes militares que defendem a Vila, pois “o inimigo espreita a qualquer momento”.

Demonstram-se, ao vivo, antigos ofícios como o Ourives, Carpinteiros, Oleiros, Ferreiros, Sapateiros, Peleiros, entre outros. Também podem aparecer espaços que recriam as antigas tabernas e bordéis. Isso sem falar nos mercados, presentes em todos os eventos.

Produtos Oferecidos nos Mercados

Nas barracas espalhadas pelas ruas há uma variedade de produtos artesanais: bijouterias, calçados, cintos, esculturas, armas de caça, brinquedos, especiarias, frutas,  incensos, sabão artesanal, entre outros artigos. Também é possível se deparar com tendas de cartomantes e boticários.

Recriação de Eventos Históricos e Personagens de Época

Bobos, princesas, cavaleiros, mendigos, prostitutas e reis caminham pelas ruas. Há cortejo acompanhado de música típica e dançarinos. Malabaristas e encantadores de serpentes mostram suas principais habilidades. Nos palcos, espetáculos relembram batalhas históricas que definiram o destino de Portugal. Devidamente caracterizados, atores e figurantes estão por todo lado. Muitos nem são atores profissionais, senão os próprios moradores, que fazem questão de participar. As próprias câmaras municipais fazem o convite e estimulam essa participação que, em alguns casos, pode ser remunerada. 

Jogos, Brincadeiras e Esportes Medievais

Em alguns desses eventos também é possível contemplar – e participar – de jogos e brincadeiras de época. Espadas e cavalinhos de madeira, pernas de pau e atividades com bolas e cordas, que por vezes ficam disponíveis para quem quiser experimentar.

Gastronomia e Ceias

Que tal sentar num banquete com senhores de terra ou comensais, enquanto assiste a uma justa de cavaleiros?  O brinde pode ser com uma sangria, hidromel ou cerveja artesanal. Para comer há de tudo um pouco: assado de porco, migas, grelhados, além de crepes e doces variados. A maioria das feiras medievais transforma restaurantes e bares em tavernas com ares de época. Trocam os talheres de vidro e plástico por louças de barro e talheres de madeira. E não decepcionam nos sabores!

Veja também: Top 7 do Patrimônio Português

As Feiras Medievais de Portugal que te Levarão de Volta ao Passado

soldado medieval

Figurante na Feira Afonsina de Guimarães

Como já dissemos, são dezenas de eventos que acontecem de norte a sul do país. Alguns maiores, que duram por dias e já carregam um histórico de sucesso; outros mais simples e menos tradicionais. Reunimos abaixo alguns que recomendamos. Clique nos links para aceder a maiores informações:


Calendário de Feiras Medievais de Portugal

Mercado Medieval de Óbidos: São 10 dias de recriação histórica, de 21 a 31 de julho, dentro das muralhas do castelo. O mercado medieval de Óbidos acontece desde 2002, e este ano tem como tema Festas, Romarias e Peregrinações, uma experiência na Idade Média entre as devoções e festejos das gentes, pelos caminhos da redenção ou do pecado.

Viagem Medieval de Santa Maria da Feira:  A Feira de Santa Maria é uma verdadeira viagem medieval, sendo considerada um dos principais eventos de reconstituição histórica da Europa. A fundação e consolidação do reino de Portugal durante a Primeira Dinastia – da Borgonha ou Afonsina – é o mote para a recriação de episódios históricos que vão marcar a 25ª edição do evento, entre os dias 3 e 14 de agosto de 2022.

Feira Medieval de Silves: Uma das mais longas feiras de Portugal, também com 10 dias de programação, vai acontecer de 10 a 20 de agosto. Ainda não foram divulgadas maiores informações acerca desta edição.

Caminha Medieval: O “Caminho de Santiago” é o tema da próxima edição de Caminha Medieval, que terá lugar em julho, entre os dias 20 e 24, no casco histórico da Vila de Caminha.

Dias Medievais em Castro Mirim: Sua 23ª edição, acontece de 24 a 28 de agosto tendo por palco principal o Castelo, onde acontecem as maiores espetáculos, como os torneios medievais a cavalo, além da  exposição de Instrumentos de Tortura e Punição.

Festa da História: De 18 a 21 de agosto, no centro histórico de Vila Nova de Cerveira.

A agenda anual de eventos é bastante longa, o que torna essas festividades acessíveis a todos. Se gosta de eventos temáticos, não deixe de conhecer e se encantar com as feiras medievais de Portugal!

 

Atlantic Lovers* é uma edição especial da Atlantic Bridge que tem como missão integrar os nossos clientes, amigos e parceiros em torno do melhor que Portugal tem para oferecer.

Dia de Portugal: Conheça os Maiores Símbolos da Nação

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Dia 10 de junho comemora-se o Dia de Portugal e é feriado no país. Marca a data de morte de Luiz Vaz de Camões, uma das maiores figuras da literatura lusófona, autor de Os Lusíadas. Mas não só. É também dia das comunidades portuguesas, da língua portuguesa, do cidadão nacional e das Forças Armadas.

Inspirados pela data, reunimos um pouco da história e curiosidades acerca dos principais símbolos nacionais.

Quando você pensa em Portugal, qual a primeira coisa que te vem à mente??

Pense em um símbolo de Portugal…

Bacalhau e Portugal: qual a relação?

Não tem alimento que seja mais rapidamente associado à identidade portuguesa quanto o bacalhau, que está presente em diversas receitas típicas locais. Mas de onde vem essa relação?

Desde a idade média já se consumia bastante bacalhau nesta região, grande parte dele importado do Norte da Europa. A afirmação de que o bacalhau teria se popularizado por ter sido usado nas viagens de expansão marítima, é tida como uma lenda por estudiosos. No entanto, sabe-se que o bacalhau salgado seco, por ser fácil de ser conservado, foi visto como uma solução para os dias de jejum e abstinência impostos pela religião católica. Apesar de possuir uma imensa costa, a dificuldade de abastecimento de peixe fresco às populações era uma realidade.

Inicialmente consumido apenas pelas classes mais abastadas, o bacalhau se popularizou no século XIX, a partir da criação de políticas de fomento à produção nacional do produto. Mais tarde, durante o Estado Novo, o modelo protecionista das indústrias de bacalhau levou a uma produção relevante de bacalhau que durou até a queda do regime, nos anos 1970.

Conhecido como “fiel amigo”, rico em Ómega 3 e Vitaminas A, D e B12, o bacalhau é mais nutritivo que um peixe fresco, graças aos métodos como é processada a salga. Apesar do declínio da produção portuguesa, o bacalhau continua muito presente na dieta do país. Estima-se que Portugal consome 20% do bacalhau capturado no mundo, o que representa 70 mil toneladas de bacalhau salgado por ano (uma média de sete quilogramas ‘per capita‘).

Fado de Lisboa

Nascido nos contextos populares da Lisboa do século XIX, esse estilo musical tipicamente português foi considerado patrimônio imaterial da humanidade em 2011, marcando para sempre a sua importância cultural.

A princípio, esteve associado ​​às esferas mais marginais da sociedade, cantado nas ruas e em lugares frequentados por prostitutas, marinheiros e indivíduos desordeiros. Aos poucos, foi absorvido pelo teatro revista, passando a ser cantado por famosas atrizes e por fadistas de renome, acompanhado pela guitarra portuguesa. Nas décadas de 40 e 60, o Fado teve os seus anos dourados, marcando presença na rádio, no cinema e na televisão, já através de companhias fadistas profissionais.

Ainda há quem questione a origem do Fado. O estudioso José Alberto Sardinha defende que o estilo descende diretamente do romanceiro, cuja origem remonta à Idade Média. Há quem considere que o Fado foi trazido por escravos africanos e adaptado a partir de uma dança da África Ocidental, no Brasil. Outros consideram que foi desenvolvido a partir de uma canção de lamento de marinheiros portugueses. A palavra Fado possivelmente advém do vocábulo latino “fatum”, de onde também surge a palavra inglesa “fate” (destino).

O que é certo é que esse estilo musical tornou-se bastante presente nos bairros históricos de Lisboa, especialmente no Bairro Alto e Alfama. Ganhou o mundo na voz de Amália e atualmente conta com uma nova geração de representantes, liderada pelo talento de cantores como Mariza, Camané, Ana Moura, entre outros.

 

Qual a origem do fado

Por que os azulejos se tornaram símbolo nacional?

O azulejo é utilizado em vários países no mundo, como Espanha, Itália, Turquia e Marrocos. Desse modo, por que Portugal é tida como a Capital Mundial do Azulejo?? A resposta é relativamente simples: porque é utilizado nas fachadas de edifícios do país há mais de 500 anos, sem interrupções, sendo extremamente numerosos.

O azulejo chegou a Portugal, por volta de 1.500, através do Rei Manuel. Ele teria se encantado com os azulejos da Espanha e decidido trazê-los para o país. A partir de então, passou a ser utilizado na decoração de muitas construções. A cor azul, que é a mais presente no país, foi inspirada na porcelana chinesa. A superfície vidrada impermeável ajudava a proteger as paredes das casas da umidade e das temperaturas baixas, a um baixo custo e alta durabilidade. E as Igrejas utilizavam-nos como forma de contar histórias de santos e fazer relatos bíblicos.

A imensa quantidade de azulejos em Portugal também se deve muito ao chamado “Ciclo dos Mestres”, quando foi feito um grande investimento na formação de artistas locais, que passaram a produzi-lo em larga escala. Por fim, durante a ditadura, o azulejo tornou-se símbolo nacional e de status econômico, sendo difundido por todo país.

Há belos exemplos de paredes azulejadas em Portugal. A estação de trem de São Bento, no Porto, possui mais de 20 mil azulejos e já foi considerada por inúmeras publicações renomadas (com o The Guardian e a Condé Nast Traveller) como uma das mais belas do mundo.

 

Dia de Portugal: conheça 6 símbolos dessa nação

Pastel de Nata: dos conventos para o mundo

Uma história bastante curiosa permeia a invenção do famoso Pastel de Nata, ou Pastel de Belém, como é conhecido no mundo inteiro. Esta é uma das mais populares especialidades da doçaria conventual portuguesa.

Os doces conventuais começaram a ser produzidos, como sugere o nome, em conventos, a partir do século XV. As claras de ovos eram usadas como clarificante na produção de vinho branco e também para engomar os ternos dos homens ricos e de padres. Desse modo, havia um excedente de gemas, que passaram a ser usadas na confecção desses doces, juntamente com o açúcar produzido em quantidade nas colônias.

Com a extinção, em 1834, das ordens religiosas em Portugal, os conventos femininos puderam manter-se em funcionamento até que morresse a última freira e começaram a vender os doces conventuais a particulares. Outras freiras venderam as receitas a pastelarias.

Os Pastéis de Belém foram criados no Mosteiro dos Jerónimos e, a partir de 1834, começaram a ser vendidos ao lado do mosteiro, na Pastelaria de Belém, que supostamente detém a sua receita original. A designação Pastel de Belém só pode ser usada por essa pastelaria. Fora dela o doce é conhecido como Pastel de Nata.

 

Dia de Portugal: Conheça os Maiores Símbolos da Nação

Sardinha, patrimônio em conserva

A sardinha é um peixe abundante na costa portuguesa e bastante apreciada pela comunidade local, especialmente durante o verão. Fica deliciosa quando preparada na brasa e está muito presente nas festas dos Santos Populares portugueses: São Pedro, São João e Santo Antônio. Muito nutritiva, tem o poder de melhorar os níveis de colesterol, reduzir a pressão alta e minimizar os riscos de acidentes cardiovasculares, podendo ser incluída no cardápio diário.

No início do século XVII houve falta de sardinhas em Portugal. Foi quando surgiu a ideia de comer o peixe com pão.

O consumo na versão em conserva começa em fins do século XIX e em poucas décadas Portugal se torna o maior exportador mundial neste setor. Estima-se que, em 1925, já existiam 400 fábricas diferentes de sardinha enlatada no país, 50 delas somente na pequena cidade de Matosinhos, no distrito do Porto. Atualmente existem apenas 15 delas, com um rigoroso controle de qualidade e alta produtividade. Exportam para todo o mundo.

A sardinha em conserva foi bastante consumida sobretudo durante a Segunda Guerra Mundial, para alimentar soldados dos dois lados do confronto. Nos anos 1950, a administração da empresa Ramirez foi informada que no antigo bunker de Hitler tinham sido encontradas três latas de sardinhas em azeite daquela marca portuguesa. Seis anos depois, o seu conteúdo estava perfeitamente comestível com o seu sabor intacto. Os produtores defendem que as conservas têm uma durabilidade elevada e há quem diga que são como o vinho do Porto: ficam melhor com o passar dos anos.

Vinho do Porto: Português ou Britânico?

No dia 10 de setembro de 1756 o Marquês de Pombal criou a mais antiga região vitícola demarcada do mundo: o Douro Vinhateiro, região de onde vêm as uvas usadas para a produção deste Néctar dos Deuses! Em 2001, a região foi classificada pela Unesco como patrimônio da humanidade.

O Vinho do Porto é doce e forte, pois a fermentação das uvas não é completa, sendo interrompida após dois ou três dias, com a adição de aguardente vínica. Possui quatro categorias principais: Branco, Ruby, Tawny e, mais recentemente, o Rosé.

Os produtores ingleses garantem que foram os mercadores britânicos que criaram o Port Wine, adicionando brandy ao vinho comum para evitar que ele azedasse. Os portugueses, por outro lado, destacam que a técnica já era usada muito antes, na época dos Descobrimentos. Independentemente da autoria, sabe-se que foram os ingleses que tornaram a bebida famosa mundialmente.

 

Porque o galo é símbolo de Portugal?

A maioria dos turistas que visita Portugal não volta pra casa sem adquirir o símbolo mais célebre do país: o Galo negro de crista vermelha. É vendido em muitas lojas, em variados formatos: como peça de artesanato, normalmente em barro ou metal, ou em souvenirs (ímãs de geladeira, aventais, toalhas de mesa, panos de prato…).

Tanta popularidade nos leva, inevitavelmente, à pergunta: como essa associação começou?

A fama do Galo de Barcelos surgiu a partir de uma lenda. Na época medieval, ocorreu um crime na cidade de Barcelos que ninguém conseguia desvendar. Um jovem galego que passava pela região a caminho de Santiago de Compostela, para cumprir uma promessa, foi acusado pelos moradores. Acabou condenado à forca por isso. O jovem jurava ser inocente e pediu uma audiência com o juiz. O encontro se deu na casa do juiz, durante um banquete. Lá ele reafirmou que não havia cometido crime algum, sendo ignorado. Diante do descaso, apontou para um frango assado que estava na mesa do tal banquete e disse: “É tão certo eu ser inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem.”

Ninguém levou o rapaz a sério, porém, na hora do enforcamento, o galo português se levantou e cantou! O juiz foi até à forca para tentar evitar a injustiça e chegou a tempo de ver o rapaz sobreviver por conta de um nó mal feito na corda. Solto e inocentado, o galego voltou anos depois e construiu, no local onde existia a forca, o Cruzeiro do Senhor do Galo, em louvor à Virgem Maria e a São Tiago. O monumento está localizado no atual Paço dos Condes de Barcelos, na cidade velha de Barcelos, no norte de Portugal.

Curiosamente, a popularização desse símbolo também aconteceu durante a ditadura. António Salazar, que esteve no comando do país até 1970, apostou no galo como representante do folclore de Portugal em feiras turísticas internacionais e oficializou o galo como um símbolo nacional.

Esquecemos de algo?

Rico em história e cultura, Portugal reúne muitos símbolos que não cabem numa lista. Enumeramos aqui os mais referidos, mas existem muitos outros ícones, personalidades, monumentos, saberes e sabores que não podem ser esquecidos.

Cabe ainda mencionar:

Andorinhas – a versão em cerâmica está presente na decoração de muitos lares portugueses por simbolizar o amor, a fidelidade e a chegada da primavera (época em que elas chegam ao país em busca de alimento e calor).
Cortiça – importante produto de exportação nacional usado para fabricação de rolhas e outros produtos.
Azeite – Portugal é o sexto maior produtor mundial, mas usa esse ouro líquido em quase todas as receitas típicas.
Cruz de Cristo – estampada nas caravelas das grandes navegações, também é bastante vinculada aos portugueses.
Lenço dos namorados – típicos da região do Minho e bordados por mulheres com idade para casar.
Filigrana – trabalho artesanal feito com fios muito finos de metal (ouro e prata, principalmente) presente na confecção de diversos objetos, principalmente jóias (sendo o coração de Viana o modelo mais famoso).

Entre os monumentos, atenção especial para Torre de Belém (em Lisboa) e a Ponte Luiz I (no Porto), imagens constantemente estampadas em souvenirs. Na literatura, podemos citar Camões, Fernando Pessoa, José Saramago, Florbela Espanca. No esporte, temos o craque do futebol, Cristiano Ronaldo. Na arquitetura, destacamos a importância do Siza Vieira. Na ciência, António Damásio. Na história, nomes como o de Vasca da Gama, Pedro Álvares Cabral e Dom Pedro I. Nas artes, Alexandre Farto, conhecido como Vhils.

Não é à toa que Portugal conquista os expatriados tão rapidamente, na medida em que os códigos culturais contribuem na construção de vínculos e memórias afetivas. Será que esquecemos de algo nessa lista?

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Top 7 do Patrimônio Português

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A cultura e o patrimônio em Portugal têm características únicas. São o retrato de séculos de troca com outras nações, proporcionadas graças à forte tradição comercial do país e da personalidade desbravadora do seu povo. Estar em Portugal é fazer uma viagem por uma história de conquistas e miscigenações. Dos árabes aos chineses, os portugueses aprenderam com o resto do mundo, assimilaram tradições e formaram um complexo mix que cativa o planeta.

A UNESCO, órgão ligado às Nações Unidas, reconhece a beleza deste patrimônio. Portugal já possui 17 lugares classificados como Patrimônio Mundial da Humanidade. Na lista constam centros históricos, sítios arqueológicos, paisagens culturais e parques naturais. Com tantos cenários bonitos para conhecer, elegemos os 7 mais incríveis lugares classificados pela Unesco que você não pode deixar de visitar.

1. Centro Histórico do Porto

O centro histórico Porto foi distinguido pela UNESCO, em 1996. A área classificada como Património Cultural da Humanidade abrange o Centro Histórico da Invicta, incluindo o casario medieval que se vê na colina descendo da Sé até à Ribeira, e também a Ponte Luís I e o Mosteiro da Serra do Pilar, do outro lado do rio Douro. Vale a pena se perder pelas ruas estreitas e pelas escadarias escondidas, admirando as varandas de ferro e as fachadas com azulejos coloridos. O muro dos bacalhoeiros guarda memórias da muralha do século XIV, que protegia a cidade. Era nesta zona que, no passado, encontravam-se sediados os negociantes de bacalhau. Hoje, é um dos cenários mais concorridos para tirar belas fotos. Não deixe de apreciar a Torre dos Clérigos, as igrejas barrocas, entre outros pontos emblemáticos.

Top 7 do patrimonio portugues

Centro Histórico do Porto visto de Gaia

2. Centro Histórico de Guimarães

Foi aqui que nasceu Portugal, no século XII. Por isso, Guimarães tem um alto valor simbólico para a identidade portuguesa. A cidade está muito bem preservada e reflete bem a evolução da arquitetura civil desde a Idade Média até ao séc. XIX. Seu castelo, do séc. X, é um dos lugares mais visitados pelos turistas e também foi eleito, em 2007, como uma das Sete Maravilhas de Portugal. Com ares de contos de fadas, com direito a muralhas e torres fortificadas, teria sido neste castelo que Dom Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, teria nascido. A poucos passos de distância fica o belo edifício do Paço dos Duques, com suas curiosas chaminés em forma de cilindros, onde hoje funciona um museu. No Largo da Oliveira, coração do centro histórico, brilham a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, do século X, e o Padrão do Salado, bem em frente, construído para comemorar a vitória na batalha de mesmo nome, ocorrida no século XIV.

Top 7 do patrimônio português

Paços do Conselho, em Guimaraes

3. Paisagem Cultural do Alto Douro Vinhateiro

Localizado no nordeste de Portugal, a uma distância de cerca de 100km do Porto, estão as vinhas que produzem o famoso Vinho do Porto. É a mais antiga região vinícola demarcada do mundo. Uma das maneiras mais agradáveis de apreciar este cenário é a bordo de um barco Rabelo, antiga embarcação que transportava as barricas de Vinho do Porto. A região está repleta de pousadas de charme, resorts e spas de luxo, num cenário de tranquilidade e romance. Destaque para o Six Sense Douro Valey, com diárias a partir de 700€, que oferece vista panorâmica do vale do Douro, suítes com janelas do chão ao teto, jardins secretos, piscina interior aquecida e até uma biblioteca de vinhos com degustações diárias.

Top 7 de patrimonio portugues

Vale do Douro

4. Mosteiro de Alcobaça

Trata-se de uma das primeiras fundações monásticas cistercienses em território português e do primeiro ensaio de arquitetura gótica em Portugal. Localizada entre Lisboa e Coimbra, esta obra foi instalada distante das cidades, para garantir o isolamento dos monges cistercienses. Está inscrito na lista do Património Mundial da UNESCO desde 1989. Fundada no séc. XII, por doação do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. As dependências medievais ainda conservadas fazem do Mosteiro de Alcobaça um conjunto único no mundo, a que acrescem as edificações posteriores, dos séculos XVI a XVIII, como importante testemunho da evolução da arquitetura portuguesa. A Igreja do Mosteiro de Alcobaça é imensa, tem 106 metros de comprimento e 22 de altura. A verticalidade era uma das características do estilo gótico, pois aumentava a sensação de proximidade com Deus. No entanto, o que mais chama a atenção do visitante neste mosteiro é, sem dúvida, os túmulos do rei Pedro I e sua amada, Inês de Castro, obras-primas da escultura Gótica portuguesa. Vale a pena fazer uma visita guiada para saber mais sobre as características arquitetônicas do espaço e também sobre a trágica história de amor de Pedro e Inês.

Top 7 de patrimonio portugues

Mosteiro de Alcobaça

5. Mosteiro dos Jerónimos

Uma das 7 Maravilhas de Portugal, esta jóia do estilo manuelino está localizada numa das zonas mais qualificadas de Lisboa, junto ao rio Tejo, de onde partiram grandes expedições marítimas. Foi construído de acordo com o desejo do rei D. Manuel I de eternizar o seu governo, perpetuando as glórias alcançadas durante a Era das Descobertas. Foi ocupado pelos monges da Ordem de São Jerónimo que deveriam, entre outras funções, rezar pela alma do rei e prestar assistência espiritual aos navegadores portugueses que partiram dali à procura de novos mundos. Trata-se de um dos mais belos exemplares da arte manuelina, expressão artística genuinamente portuguesa, que faz uma interpretação muito específica do gótico, com uma profusão de detalhes de ornamentação ligadas ao mar, à navegação, e ao reinado de D. Manuel. O Mosteiro também abriga os belos túmulos do navegador Vasco da Gama e do poeta Luís de Camões.

Top 7 de patrimonio portugues

Mosteiro dos Jerónimos

6. Mosteiro da Batalha

Localizado em Leiria, na área central de Portugal, foi erguido por vontade de D. João I, como agradecimento pela vitória dos Portugueses sobre os Espanhóis na Batalha de Aljubarrota no ano de 1385. O Mosteiro de Santa Maria da Vitória (ou da Batalha) nasceu perto do local onde se travou o decisivo combate. Suas obras prolongaram-se por mais de 150 anos, através de diferentes fases de construção. Por conta disto, reúne ddiversas propostas artísticas: o gótico (predominante) manuelino e até um breve apontamento renascentista. É considerado um dos mais belos conjuntos monacais da Europa do fim da Idade Média.

Top 7 do patrimônio português

Mosteiro da Batalha

7. Paisagem Cultural de Sintra

Durante a antiguidade Sintra foi conhecida por “Serra da Lua”, e muitos eram os cultos e rituais que aí se realizavam. Essa foi, inclusive, uma das razões que teria levado a rainha do pop, Madonna, praticante do Cabala, a pagar 7 milhões de euros em um antigo palácio na região. A Paisagem Cultural de Sintra foi classificada pela Unesco em 1995, graças à harmoniosa ligação entre a natureza e a ação do homem que se verifica no local. Em meio à uma exuberante vegetação está o Palácio da Pena, um dos maiores exemplos do revivalismo romântico do séc. XIX em Portugal. O Rei Fernando II soube transformar as ruínas de um mosteiro em castelo repleto de elementos góticos, egípcios, islâmicos e renascentistas. E não apenas este: outras residências de prestígio foram construídas segundo o mesmo modelo na serra e fizeram deste local um exemplo único de parques e jardins que influenciou diversas paisagens na Europa. A especificidade patrimonial de Sintra afirma-se sobretudo na sua paisagem, inundada de quintas, palacetes, igrejas, parques, jardins, fontes e espaços bucólicos.

Top 7 do patrimônio português

Foto: http://paisagemcultural.sintra.pt/

Portugal: Um dos Líderes em Energia Limpa na Europa

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Portugal é um dos líderes em energia limpa da Europa. Obtém, atualmente, 60% da sua eletricidade a partir de fontes renováveis, uma das maiores proporções de uso de energia verde na Europa. E o governo português acaba de anunciar que pretende atingir 80% de energia limpa na produção de eletricidade para 2026, quatro anos antes do planejado anteriormente. Estes planos devem resultar em mais de 25 bilhões de euros de investimento privado e público nos próximos 10 anos. O país também é um dos primeiros do mundo a se comprometer a se tornar neutro em carbono até 2050. Vale destacar que em 2004, Portugal consumia 19,2% de energia de fontes limpas e em 2010 esse percentual já era de 41%!

Guerra acelera corrida por energias renováveis

A meta de substituir os combustíveis fósseis, emissores de carbono, por energias renováveis, como eólica e solar, foi acelerada na Europa após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Atualmente, Portugal importa principalmente gás natural liquefeito dos EUA e da Nigéria. Parou de importar petróleo russo em 2020. 

Quais as fontes de energia em Portugal?

Portugal dispõe de diferentes fontes de energia de origem renovável: sol, vento, água, ondas, geotérmica e biomassa. Para além destas, recorre ainda a recursos fósseis, como o carvão, o petróleo e o gás natural, para garantir a satisfação das necessidades energéticas da população. Em 2020, duas centrais produtoras de energia à carvão foram desativadas: Sines (em janeiro) e Pego (em novembro).

De acordo com dados da associação comercial Solar Power Europe, Portugal tinha cerca de 1,5 GW de energia solar instalada em 2021, número que o país pretende aumentar para pelo menos 9 GW até 2030. Em 2021, as energias eólica e a hídrica tiveram a grande contribuição na produção nacional, cobrindo 26% e 23% da demanda do país, respectivamente. A energia de biomassa seguiu com 7% e a solar fotovoltaica (PV) com 3,5%. Embora ainda seja o menos significativo em termos de volume no país, as fontes fotovoltaicas registraram um aumento de 37% em relação ao ano anterior, de acordo com dados da REN – Redes Energéticas Nacionais. 

Energia das ondas do mar?

O mar português, famoso pelas ondas gigantes de Nazaré, também é palco de exploração de energia desde 1999. Gerada por meio da movimentação das ondas, a energia ondomotriz ou energia das ondas é uma fonte de energia alternativa, limpa e renovável para a geração de energia elétrica, mas que ainda é pouco explorada no mundo. 

Em Portugal, o maior potencial situa-se na costa noroeste e centro de Portugal continental, ao largo de localidades como Aljezur, Sines, Cascais, Peniche, Nazaré, Figueira da Foz, Aveiro, Leixões e Viana do Castelo. 

Agora o governo português pretende unir o poder das ondas do mar e do vento no projeto European Scaleable Offshore Renewable Energy Sources (EU-SCORES), que será localizado na costa de Viana do Castelo. O empreendimento pretende usar a energia das ondas da CorPower ligada à energia eólica offshore,  para criar uma das primeiras matrizes combinadas de energia offshore do mundo. Estima-se que as costas portuguesas contenham cerca de 34 GW de energia das ondas e o governo pretende aproveitar 70 MW até 2030. Essa abordagem combinada cria um sistema de energia mais resiliente e estável, não apenas com maior capacidade de produção, com menor custo por MWh (Megawatt-hora), mas também mais consistência.

Medidas para aumentar a eficiência energética 

Portugal tem investido cada vez mais no setor energético, promovendo a sua inovação e sustentabilidade. Medidas de eficiência energética vêm sendo implementadas em edifícios, com a instalação de sistemas de iluminação LED ou de sistemas de aproveitamento de energias renováveis, com o objetivo de reduzir a fatura energética e as emissões de gases com efeito de estufa.
Esse ano entrará em operação no país o maior parque solar flutuante da Europa. Irá funcionar na albufeira do Alqueva e terá 12.000 painéis solares , do tamanho de quatro campos de futebol, que irão produzir 7,5 gigawatt/hora (GWh) de eletricidade por ano. Os painéis solares fornecerão energia a 1.500 famílias, ou um terço das necessidades das cidades vizinhas de Moura e Portel.

Numa outra perspetiva, existem ainda sistemas de gestão de energia que permitem controlar o consumo das instalações, possibilitando aos consumidores adaptar os seus comportamentos energéticos.  Em Portugal, cerca de metade dos edifícios apresenta uma classificação energética elevada, entre A+ e C. Aproximadamente 30% do edificado está classificado com a categoria C, segundo o Centro de Informação para Energia.

 

Fontes: Reuters, DGEG – Direção Geral de Energia e Eologia, Corpower Ocean e Cinergia

 

10 Melhores Festivais de Música em Portugal em 2022

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Basta que as temperaturas subam um pouco para que a temporada de festivais de música comece na Europa. Com a melhoria no cenário pandêmico mundial, vários eventos que estavam suspensos desde 2020 estão finalmente de volta. É também um momento esperado para as bandas poderem reencontrar o seu público, depois de estarem afastadas durante tanto tempo! E o reencontro promete… 

Portugal possui excelentes festivais de música, voltados para diferentes plateias. Há opções para os consumidores mais sofisticados e elegantes, e também para aqueles que preferem acampar junto à sua tribo para trocar energias positivas ao som de boa música. Do jazz ao rock n´roll, há opções para todos. Os festivais portugueses de música costumam atrair gente de toda a Europa, uma vez que o valores dos bilhetes são mais baratos que a média praticada em outros países da Europa. Isso torna estes eventos ainda mais especiais, por possibilitarem uma mistura de sotaques e culturas. Se você gosta muito disso tudo, tome nota, pois selecionamos neste artigo os melhores festivais de Portugal em 2022. Por aqui vão passar grandes nomes como The Strokes, Jason Derulo, a-Ha, Duran Duran,  Limp Bizkit, Gorillaz, Metallica, Imagine Dragons, John Legend, Diana Krall, Major Lazer, Robin Schultz, entre outros.  Preparados?

 

1. NOS PRIMAVERA SOUND PORTO

É uma parada obrigatória no panorama de festivais europeus. Foi considerado o 5º melhor do continente pelo site Best European Destinations. Surgiu na Espanha, chegou a Portugal em 2012 e agora ganha edições também em Los Angeles, Santiago, Buenos Aires e São Paulo. À semelhança do que acontece desde 2001 em Barcelona, o Nos Primavera Sound Porto tem como objetivo divulgar as últimas tendências na música, na sua maioria artistas independentes, de variados estilos, que estão se destacando no cenário mundial pela qualidade do som que produzem.  Por vezes, nem todos os nomes nos cartazes podem ser reconhecíveis ao público em geral, mas confie: você vai se surpreender com o talento das atrações. É claro que o alinhamento sempre conta com artistas internacionais renomados, que funcionam como ímã para atrair o grande público, mas esteja atento às bandas que você desconhece: elas poderão ser as que mais irão te impressionar na hora H. O evento disponibiliza uma app onde se pode acompanhar o início de cada show, marcar atrações favoritas, agendar alarmes, tudo bem organizado.

Quando: 9 a 11 de junho
Onde: Parque da Cidade, Porto
Quanto: 60€ dias ou 155€ passe para os 3 dias
Quem: Gorillaz, Nick Cave and the Bad Seeds, Beck, Interpol, Pavement, Tame Impala, Sky Ferreira, Jhay Cortez, Cigarettes After Sex, Arnaldo Antunes, Pabllo Vittar,
Mais: https://www.primaverasound.com/pt/porto

 

2. ROCK IN RIO LISBOA

O Rock in Rio é um festival brasileiro de música criado em 1985, no Rio de Janeiro que, em 2004, ganhou uma versão em Lisboa. O Rock in Rio se tornou mundialmente conhecido por não poupar na contratação de bandas de renome internacional e por não apenas ocupar, mas transformar uma área gigantesca, com montagem de diversos palcos, praças de alimentação, áreas de convívio… Uma verdadeira cidade da música! Pelo Rock in Rio já passaram atrações históricas como o Queen (com Freddy Mercury), Oasis, AC/DC, Guns and Roses, George Michael, Red Hot Chilli Peppers, entre outros…

Para 2022, além dos grandes concertos, o Rock in Rio apresenta o Family Tour. Trata-se de uma experiência voltada para toda a família: um bilhete único que inclui a entrada de duas crianças (entre os três e os 10 anos, inclusive), dois adultos e um sénior (a partir dos 65 anos), por um preço especial de 152 euros. O tour propõe um circuito interativo que vai percorrer toda a Cidade do Rock com várias atividades que poderão ser desfrutadas em conjunto por miúdos e graúdos.

Quando: 18, 19, 25 e 26 de Junho
Onde: Parque da Bela Vista, Lisboa
Quanto: 74€ dias ou 121€ para 2 dias
Quem: Muse, The National, Duran Duran, UB40, a-ha, The Black Eyed Peas, Ivete Sangalo, Ellie Goulding, Post Malone, Anitta, Jason Derulo etc
Mais: https://rockinriolisboa.sapo.pt/

 

3. NOS ALIVE

O NOS Alive é um festival de música alternativa, que acontece em Oeiras, nos arredores de Lisboa. Apesar de jovem (surgiu em 2007), já é tido como um dos melhores festivais de Portugal, com o lema de ter “o melhor cartaz de sempre”.  Em 2009 chegou a ser considerado pela revista britânica NME um dos 12 melhores festivais europeus a realizarem-se fora do Reino Unido. Costuma ter seus ingressos esgotados antecipadamente. Para 2022, já não há bilhetes para a noite de apresentação do grupo Imagine Dragons. A capacidade do espaço é de 55 mil festivaleiros por dia.

Quando: 6 a 9 julho
Onde: Passeio Marítimo de Algés
Quanto: 69€ por dia ou 159€ passe para os 3 dias. O passe de 4 dias encontra-se esgotado.
Quem: The Strokes, Florence + The Machine, Metallica, Imagine Dragons, Da Weasel, entre outros.
Mais: https://nosalive.com/

Nos Alive

Nos Alive

4. MEO MARÉS VIVAS

Do lado de Gaia, na foz do Douro, bem perto das praias, acontece desde 1999 o Meo Marés Vivas. O Festival costuma prezar por um cartaz estrelado, com grandes nomes, em especial do Pop. Além disso, com uma capacidade para mais de 30 mil festivaleiros por dia, possui uma boa infraestrutura, com palcos alternativos e praça de alimentação. Em suas últimas edições chegou a contar com espetáculos de comédia e apresentação de jovens bandas locais. Apesar de estar situado perto da praia e de acontecer sempre em julho – em pleno verão – não se engane: o novo espaço que abriga o evento costuma ser frio e ventoso, e um agasalho é sempre recomendado. Para 2022, o cartaz também promete aquecer seu público: Bryan Adams, Maluma e Anitta são os destaques.

Quando: 15 a 17 de julho
Onde: Cabedelo, Vila Nova de Gaia
Quanto: 40€ por dia ou 80€ passe para os 3 dias.
Quem: Bryan Adams, Bárbara Tinoco, Anitta, Maluma, Jessie J., Diogo Piçarra…
Mais: https://maresvivas.meo.pt/pt

 

5. SUPER BOCK SUPER ROCK

Com mais de 25 anos de existência, o Super Bock Super Rock é um dos festivais mais bem estabelecidos, aclamados e populares em Portugal. Durante esse quarto de século, o festival mudou de localização várias vezes: de vários locais em Lisboa e para a Praia do Meco. Mas uma das coisas que não mudou com o tempo foi o compromisso em apresentar cartazes impressionantes, com artistas de todo o mundo. O evento conta com 4 palcos diferentes. Para além do rock, o festival também recebe estrelas de renome e talentos em ascensão do pop, música eletrônica, hip-hop, música indie e alternativa.

Quando: 14 a 16 de julho
Onde: Herdade Do Cabeço Da Flauta, Meco, Sesimbra
Quanto: 58€ por dia ou 115€ passe para os 3 dias. O passe VIP de 225€ dá acesso ao frontpage, e campismo todos os dias.
Quem: A$ap Rocky, Foals, Dababy, C. Tangana, Jamie XX, Nathy Peluso, Leon Bridges, Silva, Capicua…
Mais: https://www.superbocksuperrock.pt/

 

6. JN NORTH MUSIC FESTIVAL

A bússola aponta para o norte, avisa o North Music Festival, que se propõe a marcar o início da temporada de festivais, ainda no mês de maio. Apesar de ter nascido na cidade de Guimarães, este festival migrou para o Porto em sua 2ª edição. Já faz parte do calendário de grandes eventos do país. Acontece na bela Alfândega do Porto, às margens do rio Douro, com uma vista encantadora. É possível, inclusive, fazer um cruzeiro pelo rio no intervalo dos concertos. Suas atrações são ecléticas e não decepcionam. 

Quando: 26, 27 e 28 de Maio
Onde: Alfândega do Porto
Quanto: 50€ por dia ou 90€ o passe para 3 dias.
Quem: Ornatos Violeta, Linda Martini, Don Diablo, Robin Schulz, The Jesus and Mary Chain, The Waterboys, GNR…
Mais: https://www.northmusicfestival.com/

JN North Music Festival

JN North Music Festival

7. MEO SUDOESTE

“Junta-te a tribo” é o slogan deste festival, que concentra uma vasta gama de artistas de renome de estilos musicais que vão do Reggae ao Rock, passando pela música electrónica, e até mesmo pelo Fado. O festival teve sua primeira edição em 1997, numa edição histórica que ficou marcada não apenas pelas grandes atrações (Marilyn Manson, Blur e Suede), mas por ter sido montado apenas 11 dias, após os organizadores se desentenderem com os proprietários do espaço originalmente dedicado ao festival. De lá pra cá o evento cresceu bastante. Seu parque de campismo assemelha-se a uma “mini cidade”, com recolha de lixo, supermercado, cerca de 500 chuveiros, cozinha comunitária, quartel de bombeiros, centro médico e GNR. O banho no canal da Herdade da Casa Branca é uma tradição entre campistas. Os jovens são maioria no espaço, mas também é possível ir com a família toda. Quem tem filhos com idade entre 6 e 12 anos, pode se beneficiar de um espaço com animadores infantis e garantir maior tranquilidade durante os concertos. 

Quando: 2 a 6 de agosto
Onde: Herdade da Casa Branca, Zambujeira do Mar.
Quanto:  Bilhete diário: 50€. Passe geral: 110€. Passe combinado MEO Sudoeste + Sumol Summer Fest: 145€. Pack com 5 passes para todos os dias do Festival e 9 dias de campismo: 450 €.
Quem: Major Lazer, Steve Aoki, Timmy Trumpet, Pedro Sampaio, ProfJam, Calema, Deejay Telio, Lewis Capaldi, Giulia Be, Morat, Masego, Shouse…
Mais: https://sudoeste.meo.pt/pt

 

8. SUMMOL SUMMER FEST

O Sumol Summer Fest é um festival de verão na Ericeira, a menos de 500 metros do mar, com surf, skate e um cartaz diversificado. Direcionado para o público jovem e a par das novas tendências, o evento reúne grandes nomes do rap e do hip hop. Ao adquirir o passe de dois dias, os festivaleiros podem escolher a opção campismo e ficar instalados no Ericeira Camping com vista privilegiada para o mar de Ribeira de Ilhas. Com o lema”É O QUE ÉS”, seus organizadores defendem que cada um deve viver o evento à sua maneira, sem grandes complicações, sem grandes stresses ou julgamentos, simplesmente desfrutando do verão, da música e dos amigos. 

Quando: 1 e 2 de Julho
Onde: Ericeira Camping
Quanto:  Bilhete diário: 42€. Passe 2 dias sem camping: 47. Passe 2 dias com camping: 57€. Passe combinado MEO Sudoeste + Sumol Summer Fest: 145€.
Quem: Burna Boy, IAMDDB, Piruka, Trippie Redd, Eixo Norte-Sul,
Mais: https://sumolsummerfest.com/

 

9. EDP COOL JAZZ

Noites quentes de verão passadas em belos jardins ao som de música de alta qualidade soam-lhe como uma mistura perfeita? O EDP Cool Jazz é o melhor festival de jazz de Portugal, com um ambiente elegante e aconchegante, em simbiose com a natureza. O evento acontece na bela cidade de Cascais e por lá já passaram grandes estrelas do jazz, soul, pop e até outros gêneros inspirados no jazz. Atrai um público mais velho e sofisticado. Sua primeira edição aconteceu em 2004 e para 2022, o regresso do festival promete…

Quando: 2, 10, 21, 23, 27, 28, 30 de julho.
Onde: Parque Marechal Carmona e o Hipódromo Manuel Possolo, Cascais
Quanto: 35,00€ – 75,00€
Quem: John Legend, Paul Anka, Diana Krall, Yann Tiersen, Jordan Rakei, Miguel Araújo, Jorge Ben Jor…
Mais: https://www.edpcooljazz.com

 

10.EDP VILAR DE MOUROS

Não poderíamos terminar a nossa lista sem incluir o festival mais antigo de Portugal!! O Vilar de Mouros nasceu em pleno Estado Novo, no verão de 1971, quando recebeu estrelas internacionais como Elton John e os Manfred Mann. Inspirado pelo modelo de Woodstock, foi alvo de muitas críticas, num país ainda sob ditadura e com uma sociedade conservadora. Esse histórico festival também já teve em cartazes anteriores atrações como Iron Maiden, Neil Young, Joe Cocker, Bob Dylan, Peter Gabriel, Robert Plant e até o U2!!! No ano passado, ao completar 50 anos, o VIlar de Mouros ganhou uma edição especial gratuita, apesar da pandemia, e para 2022 prepara um regresso com grandes estrelas e o mesmo espírito de liberdade.

Quando:  25 a 27 de agosto
Onde: Vilar de Mouros, Caminha
Quanto:  42,95€ por dia ou 85,90€ pelo passe de 3 dias. Campismo gratuito e exclusivo para portadores de Passe de 3 dias.
Bilhetes para uma noite no campismo por 5€.
Quem:  Placebo, Suede, Gary Numan, Limp Bizkit, Hoobastank, Iggy Pop, Bauhaus, Wolfmother e The Legendary Tigerman…
Mais:  https://www.edpvilardemouros.pt/festival/

 

Vinhos Portugueses: Conheça o Top 10 em 2022!

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Quais os melhores vinhos portugueses de 2022? A escolha não é tarefa fácil, embora seja um bocado prazerosa para quem a executa. Para fazer esta seleção, 40 especialistas de diversos países do mundo realizaram provas cegas (sem o conhecimento prévio dos vinhos) de 60 amostras diferentes. Amostras estas que, por sua vez, foram selecionadas num universo muito mais amplo. Ao longo dos últimos meses, os provadores da Revista de Vinhos experimentaram cerca de mil rótulos diferentes, provenientes de todas as regiões de Portugal. Brancos, Tintos, Espumantes e até mesmo os Fortificados (como o vinho Madeira e o Porto) estiveram no páreo. Líderes de opinião, jornalistas, críticos e sommeliers de países como Portugal, Espanha, Dinamarca, Inglaterra, Itália, Suíça, Estados Unidos e Brasil, num total de 40 especialistas, fizeram a derradeira seleção do TOP 10 Vinhos Portugueses. A prova aconteceu no Porto, durante o Essência do Vinho, maior evento vínico do Norte e um dos maiores do país. A lista dos campeões nós trazemos aqui abaixo.

Desta vez, dois vinhos brancos, seis vinhos tintos e dois fortificados são os sublinhados da competição. O trio de grandes vencedores tem terroirs bem diferenciados: Alentejo, Dão e Porto.

Best wines 2022

Nº 1 TINTOS: Estremus 2017, elaborado por João Portugal Ramos em Estremoz. Na base tem um vinhedo de apenas 1,5 hectares, que representa somente 6% do total da vinha que envolve o Castelo de Estremoz, a mais emblemática do produtor. O Estremus é um lote, em partes iguais, das castas Alicante Bouschet e Trincadeira, tendo sido engarrafados 1.953 exemplares. Preço médio: 125€

Nº 1 BRANCOS: Quinta dos Carvalhais Branco Especial, produzido pela Sogrape no Dão. Nesta quinta edição trata-se de um blend que alia vinhos de sete colheitas: 2006, 2010, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2020. Tem autoria da enóloga Beatriz Cabral de Almeida e possui castas como Encruzado (48%), Gouveio (24%), Sémillon (9%) e outras variedades (19%). Preço médio: 50€

Nº 1 FORTIFICADOS: Real Companhia Velha Very Old Tawny 1927, um vinho do Porto muito velho do espólio da Quinta das Carvalhas, que integra uma coleção especial para celebrar os 265 da empresa, juntamente com os Portos de 1900 e de 1908. Preço médio: 2.500€ (trata-se de um vinho raro e muito difícil de encontrar no mercado, sendo vendido em uma caixa comemorativa, com mais duas garrafas; uma de 1.900 e outra de 1.908.

O restante TOP 10 Vinhos Portugueses é constituído por: 

  • Rosa Santos Família 2017 (2º vinho tinto, Regional Alentejano, Jorge Rosa Santos & Filhos). Preço médio: 52€; 
  • Quinta da Boavista Vinha do Ujo 2017 (3º vinho tinto, Douro, Sogevinus Fine Wines). Preço médio: 1200€;
  • Júpiter Code 01 2015 (4º vinho tinto, Regional Alentejano, Rocim). Preço médio: 1.000€; 
  • Uivo Cronológico 2011 (5º vinho tinto, IVV, Folias de Baco). Preço médio: 20€;
  • Pape 2018 (6º vinho tinto, Dão, Quinta da Pellada). Preço médio: 34€;
  • Quinta do Regueiro Alvarinho Jurássico II (2º vinho branco, Vinhos Verdes – Monção e Melgaço, Quinta do Regueiro). Preço médio: 45€;
  • Barbeito Famílias Meio Doce 50 Anos (2º vinho fortificado, Vinho Madeira, Vinhos Barbeito). Preço médio: 620€.