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Portugal é o Melhor País da Europa Para Expatriados

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Portugal é o melhor país da Europa para viver como um expatriado. É o que diz o ranking da The Expat Insider Survey, que mede a receptividade dos moradores de 181 países e territórios em relação aos residentes estrangeiros. Em 2022, o país subiu no ranking geral e agora passa a ocupar a 4ª colocação na classificação mundial (atrás de Mexico, Indonesia e Taiwan) e a 1ª no continente europeu. Segundo a pesquisa,  85% dos expatriados estão felizes com a vida em Portugal. Cerca de 90% dos entrevistados afirmaram que gostam do clima e destacam a qualidade do ar respirado no país. Além disso, 93% disseram que é fácil e seguro se locomover a pé ou de bicicleta.

A pesquisa da Expat Insider leva em conta uma série de critérios, incluindo, por exemplo, a facilidade em fazer novas amizades dentro da comunidade local e a probabilidade dos expatriados permanecerem vivendo no país. Foram entrevistados 11.970 expatriados representando 177 nacionalidades e vivendo em 181 países ou territórios.

Nesse artigo, extrapolamos os critérios apresentados no ranking do Expat Insider para demonstrar porque Portugal é um país tão amigável e especial para os estrangeiros.

Por Que Portugal é Considerado um País Tão Amigável?

São vários os fatores fazem com que seja fácil se adaptar a Portugal. Sua gente é acolhedora e sempre disponível para ajudar. A gastronomia é variada e segura. O clima é ameno, e as paisagens deslumbrantes. Além de ser um país pacífico e praticamente sem violência, que vem aprendendo a respeitar as questões de gênero e as diferenças culturais e religiosas do seu povo. 

 

Welcome to Portugal
Direitos LGBT em Portugal

Portugal tem sido apontado como um destino Gay Friendly e bastante seguro para esse público. Nos últimos 3 anos o país esteve sempre no top 3 dos destinos de viagens mais hospitaleiros para a comunidade LGBTI, de acordo com o Spartacus International Gay Guide. Entre 2018 e 2019, Portugal subiu do 27.º lugar para o topo da lista do Spartacus Gay Travel Index.

Além disso, Portugal está entre os 10 países europeus que lideraram os direitos LGBTQI+, segundo o Rainbow Map da ILGA Europe 2022. O index que classifica 49 países em suas respectivas práticas legais e políticas que protegem os direitos e liberdades LGBTQ+. Todos os anos, desde 2009, a ILGA Europa publica este relatório. Cada nação recebe uma pontuação numa escala de zero a 100. Portugal ocupa atualmente o 9º lugar

A sociedade portuguesa tem evoluído rapidamente no que se refere aos direitos LGBTQI+.  A homossexualidade foi discriminalizada em Portugal em 1982. Em 2010, o país passou a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em 2016, foi autorizada a adoção por casais do mesmo sexo.

 

Respeito às Diferenças Culturais e Religiosas 

Portugal é um dos países com menos restrições à liberdade religiosa em todo o mundo. É o que mostra um estudo de 2016 da Pew Research Center sobre restrições sociais e governamentais à prática religiosa no mundo. É um Estado laico, onde vigora a liberdade de religião e de crença.

Em 2011, cerca de 88% da população portuguesa se autodeclarava católica. Dados do último censo (2021) referentes à religião ainda não foram divulgados pelo INE, mas estima-se que esse percentual tenha reduzido para cerca de 75% na atualidade. Além dos católicos, o país reúne ainda evangélicos e Testemunhas de Jeová. Os judeus, os anglicanos, os islâmicos, os hindus, os ortodoxos, os fe bahá’ís, os budistas, os candomblecistas, os gnósticos e os espíritas são os restantes grupos religiosos minoritários existentes neste país europeu.

Apesar da predominância de católicos, observa-se que não há fanatismo ou grandes discussões acerca da religiosidade na comunidade local. Portugal é tido como uma referência no que se refere à tolerância religiosa.  

 

Grande Comunidade de Expatriados

Um expatriado dificilmente irá se sentir um estranho em Portugal. Cerca de 700 mil estrangeiros residem atualmente no país. Segundo o SEF, as nacionalidades mais representativas são as oriundas do Brasil, seguido da Ucrânia, Reino Unido, Cabo Verde, Índia e Itália. A mistura de sotaques e culturas é cada vez maior, assim como a facilidade de acesso a artigos importados de diferentes países. 

Pegando o exemplo da comunidade brasileira, é possível afirmar que é muito fácil encontrar produtos made in Brasil em Portugal. De itens alimentícios, como pão de queijo, a shows de bandas brasileiras, passando por tratamentos estéticos e marcas de roupa. 

O mesmo vale para as famosas marcas de sidra (cider) inglesas, pimentas mexicanas ou temperos e incensos indianos.  Seja qual for a sua nacionalidade, certamente irá encontrar itens para matar as saudades de casa.

 

Comida é Saudável e Adaptável a Qualquer Dieta

Portugal tem uma das melhores comidas do mundo. Não apenas saborosa e diversificada, mas saudável e segura. O país ocupa atualmente a 17ª colocação no Global Food Security Index, na categoria de qualidade e segurança alimentar, numa lista de 113 países, com uma grande oferta de produtos biológicos e frescos nos mercados locais.

Um estudo feito em 2018 pela revista Public Health Nutrition concluiu que os produtos ultraprocessados têm representado um percentual cada vez maior na dieta das pessoas em todo o mundo, mas em Portugal, esses alimentos representavam apenas 10% dos alimentos comprados pelos portugueses, média muito inferior à de países vizinhos como Alemanha, Irlanda ou Inglaterra. 

 

Lisbon is a friendly city

Estilo de Vida Desacelerado e Seguro

A sociedade portuguesa tem um estilo de vida desacelerado e tranquilo. Ainda que você escolha viver em cidades grandes como Lisboa ou o Porto, não sofrerá demasiado stress. Não há grandes filas nos estabelecimentos comerciais e o trânsito não é caótico. 

Um estudo realizado em 2019 pela Universidade Católica Portuguesa detectou que 40% da sociedade portuguesa adota um estilo de vida calmo: passam mais tempo fora do trabalho, fazem mais atividades exteriores e são melhores gestores de tempo, apresentando níveis de foco mais elevados. 

Além disso, Portugal é um país seguro, com baixa criminalidade e o 4º mais pacífico do mundo: um convite ao lazer ao ar livre.

 

Outras Questões Sensíveis que Impulsionam a Migração para Portugal

Devido ao clima político do mundo no momento, também é importante acrescentar algumas informações sobre as leis portuguesas sobre armas e abortos. São questões frequentemente levantadas por clientes de vários países (especialmente os americanos),  à medida que a democracia está sob pressão crescente em todo o planeta. Esclarecemos aqui a posição do governo português quanto a estes assuntos:

 

O Aborto é Legalizado 

Uma questão sensível que também devemos mencionar aqui se refere às leis relativas ao aborto no país.  Em Portugal, a interrupção da gravidez pode ser realizada nas primeiras 10 semanas de gestação, calculadas a partir da data da última menstruação. A interrupção voluntária da gravidez, a pedido da mulher, pode ser realizada em estabelecimentos de saúde oficiais (públicos) ou oficialmente reconhecidos. Se não tiver atendimento no centro de saúde pode deslocar-se ao hospital (com serviço de obstetrícia e ginecologia) da área de referência.

Porte de Armas

Os cidadãos portugueses podem, sim, ter armas. No entanto, é obrigatório possuir licenciamento/certificado de aprovação de porte e uso. Desde 2019, todos os proprietários de armas de fogo são obrigados a adquirir um cofre ou armário de segurança não portátil para guardar as armas em casa. 

Em Portugal existem cerca de 1,5 milhões de armas legais. Segundo a Polícia de Segurança Pública (PSP), cerca de 80% destas são carabinas e espingardas (das classes C e D), que estão nas mãos de caçadores, que só as podem utilizar quando estão a realizar esta atividade. A PSP estima também que existam no país mais de 210.000 licenças de uso e porte de armas válidas em Portugal, no qual se incluem as licenças de colecionadores, defesa ou tiro desportivo. 

 

Portugal é um Lugar Indicado para Estrangeiros?

Os aspectos abordados acima fazem parte de uma lista de questionamentos que chegam até a Atlantic Bridge através de nossos clientes. Entendemos que a decisão de mudar de país deve estar sempre apoiada na informação e, mais do que isso, deve ser tomada a partir de critérios que cada um julgue relevantes para a própria vida.

Acreditamos que Portugal seja um lugar muito especial em muitos aspectos, democrático e de fácil adaptação. Se viver aqui é um desejo seu, fale conosco e descubra como tornar possível essa jornada.

Carteira de Motorista Brasileira Passa a Ser Válida em Portugal

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Dirigir em Portugal vai ficar mais fácil para muita gente, incluindo os brasileiros. Agora, a carteira de motorista emitida no Brasil (CNH)  também será válida em território português. O Decreto-Lei nº 46/2022 foi publicado no último dia 12 de junho e entra em vigor no dia 1º de agosto de 2022. Ele habilita a condução de veículos por detentores de carta de condução emitidas não só pelo Brasil, mas por todos os Estados-Membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). 

Até então só era permitido dirigir com a carteira brasileira por 90 dias, como decorre com um turista. Quem decidia residir no país tinha até dois anos para trocar o documento. Além disso, para ter acesso ao documento válido era preciso desembolsar cerca de 30 euros e fazer uma avaliação médica. Com essa nova alteração, passa a ser possível usar o documento emitido no país de origem até o fim da sua validade

O governo português já vinha tentando reduzir a burocracia no processo de troca da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pela “carta” de motorista do país europeu. Recentemente deixou de exigir a apresentação de declaração de autenticidade para portadores do novo modelo de CNH que traz um código QR no verso.  

Para ser considerado válido, o documento de habilitação emitido pela OCDE ou CPLP não poderá ter sido emitido ou renovado há mais de 15 anos. Seu portador deve ter a idade mínima exigida pela lei portuguesa para a respectiva habilitação, e idade máxima até 60 anos. Para maiores de 60 anos, não haverá alteração.

Em Portugal, os brasileiros chegavam a esperar mais de um ano pela emissão da carta de condução portuguesa, que é de responsabilidade do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT). O longo tempo de espera era um reflexo da grande quantidade de pedidos. Os brasileiros são responsáveis por mais de 40% dos pedidos de troca. Em 2021, isso representou cerca de 18 mil requisições.

Entre os países beneficiados com a facilitação estão, além do Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – todos de Língua Portuguesa – e também os motoristas com carteiras emitidas por Austrália, Canadá, Chile, Colômbia, Coreia do Sul, Costa Rica, Estados Unidos, Israel, Japão, México, Nova Zelândia, Suíça e Turquia.

As Fascinantes Feiras Medievais de Portugal

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Que tal ser transportado para outra época? Assim como acontece em outros países da Europa, Portugal também possui um vasto calendário de eventos que relembram as antigas feiras e mercados da Idade Média. Eles começaram a se espalhar pelo país na década de 90 (Coimbra foi a pioneira). Em 2022, pelo menos 45 feiras medievais serão realizadas pelo país até o final do ano.  Além de movimentar o turismo e a economia local, com geração de empregos e renda, esses eventos costumam mobilizar as comunidades, que muitas vezes incorporam o espírito da festa, decoram suas casas e se vestem à caráter para criar um ambiente de época. Isso sem falar no quão divertidas elas podem ser para o público geral!

Mais comuns no verão, as Feiras Medievais acontecem principalmente nos meses de julho e agosto. Algumas já são bastante conhecidas, como as de Silves, Óbidos, Santa Maria da Feira, Viana do Castelo e Sintra. 

O Atlantic Lovers* conta tudo o que se passa nas melhores feiras medievais do país!

 

Como São as Feiras Medievais de Portugal?

 

Torneio Medieval de ÓbidosTorneio Medieval em Óbidos


O Cenário Medieval

Muitos eventos do gênero costumam acontecer em cidades que ainda conservam a arquitetura medieval. Portugal possui vários castelos espalhados pelo país. Em Óbidos, por exemplo, existe uma vila cercada por muralhas, com a arquitetura do século 13 preservada, o que confere, por si só, um cenário perfeito para a festa.

Decoração

As ruas e as varandas das casas são ornamentadas com bandeiras, bandeirolas e flâmulas contendo os tradicionais brasões de famílias portuguesas. Tapetes vermelhos decoram zonas nobres, enquanto que a palha cobre o chão dos ambientes mais simples. Cadeiras são substituídas por bancos de palha.

Completando o cenário, há feiras que espalham tochas, fogueiras e troféus de caça pela rua. Isso sem falar nos instrumentos de tortura comuns na Idade Média e “corpos” de malfeitores executados em praça pública.

A atmosfera também pode incluir cheiros: churrasco, bebida e fogueiras.

Tenda de produtos artesanais

Tenda de produtos artesanais

Ambientes Típicos

Pelos burgos (núcleos populacionais que surgiram nas cercanias dos castelos), montam-se barracas, afiam-se as armas, preparam-se os homens para a batalha. São montados acampamentos das hostes militares que defendem a Vila, pois “o inimigo espreita a qualquer momento”.

Demonstram-se, ao vivo, antigos ofícios como o Ourives, Carpinteiros, Oleiros, Ferreiros, Sapateiros, Peleiros, entre outros. Também podem aparecer espaços que recriam as antigas tabernas e bordéis. Isso sem falar nos mercados, presentes em todos os eventos.

Produtos Oferecidos nos Mercados

Nas barracas espalhadas pelas ruas há uma variedade de produtos artesanais: bijouterias, calçados, cintos, esculturas, armas de caça, brinquedos, especiarias, frutas,  incensos, sabão artesanal, entre outros artigos. Também é possível se deparar com tendas de cartomantes e boticários.

Recriação de Eventos Históricos e Personagens de Época

Bobos, princesas, cavaleiros, mendigos, prostitutas e reis caminham pelas ruas. Há cortejo acompanhado de música típica e dançarinos. Malabaristas e encantadores de serpentes mostram suas principais habilidades. Nos palcos, espetáculos relembram batalhas históricas que definiram o destino de Portugal. Devidamente caracterizados, atores e figurantes estão por todo lado. Muitos nem são atores profissionais, senão os próprios moradores, que fazem questão de participar. As próprias câmaras municipais fazem o convite e estimulam essa participação que, em alguns casos, pode ser remunerada. 

Jogos, Brincadeiras e Esportes Medievais

Em alguns desses eventos também é possível contemplar – e participar – de jogos e brincadeiras de época. Espadas e cavalinhos de madeira, pernas de pau e atividades com bolas e cordas, que por vezes ficam disponíveis para quem quiser experimentar.

Gastronomia e Ceias

Que tal sentar num banquete com senhores de terra ou comensais, enquanto assiste a uma justa de cavaleiros?  O brinde pode ser com uma sangria, hidromel ou cerveja artesanal. Para comer há de tudo um pouco: assado de porco, migas, grelhados, além de crepes e doces variados. A maioria das feiras medievais transforma restaurantes e bares em tavernas com ares de época. Trocam os talheres de vidro e plástico por louças de barro e talheres de madeira. E não decepcionam nos sabores!

Veja também: Top 7 do Patrimônio Português

As Feiras Medievais de Portugal que te Levarão de Volta ao Passado

soldado medieval

Figurante na Feira Afonsina de Guimarães

Como já dissemos, são dezenas de eventos que acontecem de norte a sul do país. Alguns maiores, que duram por dias e já carregam um histórico de sucesso; outros mais simples e menos tradicionais. Reunimos abaixo alguns que recomendamos. Clique nos links para aceder a maiores informações:


Calendário de Feiras Medievais de Portugal

Mercado Medieval de Óbidos: São 10 dias de recriação histórica, de 21 a 31 de julho, dentro das muralhas do castelo. O mercado medieval de Óbidos acontece desde 2002, e este ano tem como tema Festas, Romarias e Peregrinações, uma experiência na Idade Média entre as devoções e festejos das gentes, pelos caminhos da redenção ou do pecado.

Viagem Medieval de Santa Maria da Feira:  A Feira de Santa Maria é uma verdadeira viagem medieval, sendo considerada um dos principais eventos de reconstituição histórica da Europa. A fundação e consolidação do reino de Portugal durante a Primeira Dinastia – da Borgonha ou Afonsina – é o mote para a recriação de episódios históricos que vão marcar a 25ª edição do evento, entre os dias 3 e 14 de agosto de 2022.

Feira Medieval de Silves: Uma das mais longas feiras de Portugal, também com 10 dias de programação, vai acontecer de 10 a 20 de agosto. Ainda não foram divulgadas maiores informações acerca desta edição.

Caminha Medieval: O “Caminho de Santiago” é o tema da próxima edição de Caminha Medieval, que terá lugar em julho, entre os dias 20 e 24, no casco histórico da Vila de Caminha.

Dias Medievais em Castro Mirim: Sua 23ª edição, acontece de 24 a 28 de agosto tendo por palco principal o Castelo, onde acontecem as maiores espetáculos, como os torneios medievais a cavalo, além da  exposição de Instrumentos de Tortura e Punição.

Festa da História: De 18 a 21 de agosto, no centro histórico de Vila Nova de Cerveira.

A agenda anual de eventos é bastante longa, o que torna essas festividades acessíveis a todos. Se gosta de eventos temáticos, não deixe de conhecer e se encantar com as feiras medievais de Portugal!

 

Atlantic Lovers* é uma edição especial da Atlantic Bridge que tem como missão integrar os nossos clientes, amigos e parceiros em torno do melhor que Portugal tem para oferecer.

Festa de São João no Porto: Curiosidades

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No mês de junho se celebram, em Portugal, os santos populares, com missas, procissões, marchas populares e muita festa para cada um desses santos: São Gonçalo, Santo Antônio, São João e São Pedro. ​​O calendário começa com os festejos a São Gonçalo, no primeiro fim de semana do mês (data móvel), em Amarante e região. A seguir, vem a festa ao Santo Antônio – um santo lisboeta! – que começa no dia 12 e se estende pelo dia 13, que é um feriado.  Na noite de 23 para 24 de junho se festeja o São João. E por fim, ao final do mês, entre 28 e 29 de junho, é a vez de São Pedro ser celebrado em várias cidades do país. 

Neste artigo iremos falar especificamente dos festejos a São João, que acontecem em Vila Nova de Gaia, Braga e sobretudo no Porto, sendo o maior evento desta cidade. Uma festa tão grande e popular quanto o carnaval no Brasil. Esta celebração, que encanta locais e turistas, reúne uma série de tradições e curiosidades interessantes, como vemos a seguir.

Rancho folclórico

Rancho Folclorico. Fonte: Folclore.com

Origens da festa 

Embora seja uma festa católica, destinada a celebrar o nascimento de São João Batista, a verdade é que esta comemoração tem origem pagã. Originalmente, marcava o início do solstício de verão e a fertilidade, assim como as colheitas e a abundância. Por volta do século XV a Igreja cristianizou esta festa dedicando-a a São João.

Só a partir do século XX é que o São João evoluiu para o formato como conhecemos hoje. Só depois da revolução de 5 de outubro de 1910, o 24 de junho começou a ser considerado feriado municipal na cidade do Porto.

 

Quem foi São João?

 

​​São João Baptista foi um pregador judeu contemporâneo de Jesus Cristo, que ficou eternizado por, entre outras razões, ter batizado Jesus. João Baptista e Jesus eram primos e ambos foram anunciados às suas respectivas mães, Isabel e Maria, pelo anjo Gabriel.

Cabe ressaltar que São João não é o padroeiro do Porto, como acreditam alguns. A padroeira da cidade é Nossa Senhora da Vandoma!

 

Como se comemora o São João no Porto?

 

O Porto começa a se preparar para a festa de São João com alguma antecedência. São montados vários palcos pela cidade. Iluminação e decoração especial é instalada pelas vielas do Centro Histórico, com bandeirolas, manjericos e outros símbolos alusivos à data. 

São realizados bailaricos pelos bairros da cidade. Os chamados ranchos folclóricos tomam as principais praças, com música e casais a dançar, trajados tipicamente. 

Na noite do dia 23, o céu do Porto fica iluminado com pequenos balões de ar quente, a ponte Luiz I e a Ribeira se enchem de fogos de artifícios e música. As varandas coloridas da Baixa do Porto se convertem em mini palcos para DJs. Os carrosséis ocupam as praças.

Várias rulotes são espahadas nas ruas para a comercialização de comida de todo tipo. E falando em comida, não faltam as tradicionais sardinhas e pimentões assados na brasa, cujo cheiro se espalha pelas ruas da cidade.

Por fim, os martelinhos e alhos-porros surgem quase como protagonistas, sendo usados para cumprimentar os transeuntes e até como forma de cortejar as moças bonitas.

 

Sardinhas nas Fontainhas

Sardinhas do São João das Fontainhas

O que se come na festa?

Sardinhas e Pimentões

A sardinha é o maior símbolo das festas dos santos populares. Elas são assadas na brasa, na rua, não só por comerciantes, mas também por grupos de amigos e de vizinhos: todos querem montar a própria churrasqueira para participar da festa.

Outras iguarias

Na brasa também  é comum assar pimentão e entremeada (um corte da barriga do porco). O cabrito assado, o caldo verde e a bifana no pão também fazem parte do cardápio da Festa de São João. As rulotes, espalhadas por toda a cidade, oferecem de cachorro quente à farturas (massa frita doce similar ao churro espanhol).

As bebidas mais tradicionais são o vinho e a tradicional cerveja.

 

Tradições sanjoaninas

 

Manjericos

Por toda a cidade estarão espalhados vasinhos com manjerico, uma planta da família do manjericão (e aroma parecido), mas com folhas pequeninas. Não se pode cheirar o manjerico diretamente aproximando o nariz da planta, pois acredita-se que isso pode secar e matar a planta. Por norma deve-se tocar no manjerico e cheirar a mão. Segundo a tradição, os manjericos são uma das formas encontradas pelos namorados para se declararem. Antigamente, esta oferta funcionava como um compromisso tão forte quanto um pedido de casamento. Os vasinhos costumam levar pequenas bandeirinhas com poemas, com quatro versos em rima cruzada, ou seja, o 1.º verso rima com o 3.º e o 2.º com o 4.º. Essas quadras ajudam a confessar o amor.

 

Manjericos e alho-porro

Manjericos e alho-porro. Fonte: O Porto Encanta

Martelinhos e Alho-Porro

Acredita-se que a tradição de cheirar o alho-porro, encostando-o ao nariz dos circunstantes, remonta a tempos imemoriais, muitos antes da era cristã. E ela existe até os dias de hoje, sendo usada como saudação entre os foliões. Mas com o passar dos anos, tem sido vencida pelos martelinhos, utilizados com a mesma finalidade. 

Os martelinhos de duas faces, munidos de apitos, tradicionalmente usados no São João, foram criados na década de 60, por uma fábrica de Gondomar, nos arredores da cidade do Porto, como mais um brinquedo da marca. Na mesma época de sua criação, foram utilizados por um grupo de estudantes da Universidade do Porto, na tradicional festa universitária conhecida como Queima das Fitas. O sucesso foi imediato, com os estudantes a darem todo o dia ‘marteladas’ uns nos outros. Logo os comerciantes das lojas do Porto encomendavam martelinhos para as Festas de São João que acontecia poucas semanas depois. De lá pra cá a popularização foi inevitável, apesar da tentativa de proibição do uso do acessório, na década de 70. Se for às ruas nessa noite, não deixe de levar um martelinho e se prepare para levar marteladas a noite INTEIRA!!

 

Cascata Sanjoanina

Cascata sanjoanina. Fonte: O Porto Encanta

Cascatas de São João

As cascatas são uma espécie de presépio com esculturas, só que feitos especialmente para a comemoração do São João em Porto. Elas ilustram as diferentes artes, ofícios e arquitetura da cidade, e possuem elementos e personagens típicos: a igreja, o padre, a procissão e, principalmente, a mijona e o cagão. A mijona é uma bonequinha fazendo xixi num jarro de leite e o cagão está abaixado sem as calças. As cascatas sanjoaninas ocupam muitas das ruas mais antigas da cidade, casas e também as fachadas de lojas. Elas também contém uma fonte ou um pratinho para as pessoas deixarem  umas moedinhas ao São João.

 

Música Pimba e Bailarico

A Música Pimba é um tipo de música popular portuguesa, inspirada na música folclórica, com letras repletas de trocadilhos com significados sexuais ou sentimentalismos românticos simplistas. O termo é relativamente recente, e teria surgido em 1995, por causa de uma música chamada “Pimba, pimba”, ‘hit’ popular do cantor Emanuel, que vendeu mais de meio milhão de exemplares. Foi quando a palavra “pimba” começou a designar toda uma vasta gama de músicas do gênero.

Já os bailaricos são bailes de música popular, de acesso livre, que se espalham por toda a cidade nesta época do ano.

 

BalãoBalões de ar quente

Por volta da meia noite, o céu do Porto fica iluminado com pequenos pontinhos de luz. São os pequenos balões de ar quente. Para quem é do Brasil, que também festeja o São João, mas onde soltar balões é proibido há muitas décadas, pode parecer um pouco assustador, no princípio. No entanto, a prática aqui é comum e geralmente permitida. Quando o clima está seco, o governo português também proíbe a tradição, para evitar incidentes mais graves.

Os balões e as fogueiras são também tradições que remontam à forma pagã de celebrar o solstício de Verão, com um dos elementos da natureza: o fogo. Os balões serviam para comunicar o início das festividades.

 

Fogos na Ribeira e banho de mar ao amanhecer! 

O ponto alto da festa acontece à meia noite, com um espetáculo de fogos de artifício na Ribeira do Porto. Instalados em barcas no meio do Rio Douro, e sobre a Ponte Luiz I, proporcionam um show que dura cerca de 15 minutos. 

E como a festa de São João é a mais longa do ano, as comemorações entram pela madrugada, até o nascer do sol, com um banho de mar (gelado!) que – garantem os locais – purifica o corpo e a mente. Estão preparados??

Portugal é um país rico em tradições e com uma cultura encantadora, que conquista os expatriados de todas as partes do mundo. Se planeja viver no país, seja como aposentado, estudante ou investidor, fale conosco. A Atlantic Bridge te auxiliar nessa jornada tornando seu percurso tranquilo e seguro.

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Visto para procurar trabalho em Portugal ainda não está em vigor

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Como noticiado amplamente pela imprensa internacional, o conselho de ministros de Portugal acaba de aprovar o projeto de alteração da lei do estrangeiro, no sentido de criação de novas modalidades de visto, incluindo um visto que possibilita a entrada legal de estrangeiros que desejam vir procurar trabalho no país. A proposta inicial é que esse visto tenha validade de 120 dias, podendo ser renovado por um período de mais 60 dias, num total de 180 dias. 

 

A notícia ganhou grande repercussão e aumentou o interesse de quem desejava buscar novas oportunidades em Portugal. Entretanto, cabe ressaltar que esse novo visto ainda não se encontra em vigor e que a proposta ainda seguirá para a Assembleia da República, onde poderá ser aprovada/rejeitada ou ainda ser objeto de alterações. Contudo, dado que foi um projeto de lei apresentado pelo Partido Socialista, que detém maioria absoluta dos deputados, é bastante provável que seja aprovado. Também não há previsão de quando ele poderá ser efetivamente colocado em prática, nem maiores detalhes sobre quais os procedimentos que serão necessários para o seu requerimento. 

 

O visto para busca de trabalho é uma das propostas que constam no diploma aprovado pelo Conselho de Ministros, do qual também fazem parte outras medidas, como a criação de um visto de residência voltado para os nômades digitais. Além disso, o governo quer agilizar a emissão de visto de estudo para estudantes do ensino superior, dispensando a obrigatoriedade de parecer prévio do SEF para quem já tenha sido admitido em instituição de ensino em território nacional, diminuindo o tempo de espera dos alunos.

 

Outra alteração está relacionada com a regra do “princípio da prioridade”, que estabelece um prazo para as empresas priorizarem a contratação de portugueses, trabalhadores da comunidade europeia ou estrangeiros com residência regular no país. A regra impõe um limite de 30 dias para ocupação das vagas de trabalho antes da sua abertura para profissionais de fora da Europa. O novo prazo será de apenas 15 dias.

 

O objetivo do governo é acelerar a emissão de vistos, assim como simplificar e desburocratizar a mobilidade de trabalhadores estrangeiros no país, dando resposta à forte escassez de mão-de-obra em Portugal, que acomete vários setores da economia, em especial o turismo e a agricultura.

 

Enquanto o novo visto para busca de trabalho não estiver valendo, e interpretando que essa alteração pode levar algum tempo para ser implementada, orientamos nossos clientes a buscar alternativas em vigor. Se você quer se preparar para uma nova jornada em Portugal, converse com um de nossos consultores e descubra qual a maneira mais segura.

 

Portugal “está no centro das atenções” das empresas tecnológicas de Silicon Valley

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“Não tenho dúvida nenhuma de que Portugal está, neste momento, no radar e no centro das atenções das empresas americanas de alta tecnologia”, disse o governante em entrevista.

 

“Todas as empresas mostraram vontade de trabalhar e eventualmente investir em Portugal”, afirmou Bernardo Ivo Cruz. E acrescentou: “Algumas delas têm interesse em estabelecer presenças permanentes em Portugal para abarcar o mercado europeu a partir do nosso país”.

O secretário de Estado português teve reuniões com várias empresas, incluindo a Google, a Cloudflare, a Five9 e a Cruise, integradas num objetivo mais amplo de atração de investimento estrangeiro para Portugal.

 

“No setor tecnológico, as empresas da Califórnia têm interesse em trabalhar com empresas portuguesas e com Portugal”, afirmou, referindo que aquelas “conhecem perfeitamente a realidade portuguesa” e as vantagens e potencialidades da sua economia. 

 

A visita de Bernardo Ivo Cruz à região de Silicon Valley, incluindo a baía de São Francisco, Santa Clara e São José, abarca também reuniões com empreendedores portugueses que abriram empresas na Califórnia ou são quadros qualificados de organizações norte-americanas.

A intenção, explicou, é aprender com a experiência destes empreendedores, perceber de que forma o governo lhes pode ser útil, como podem ajudar a captar investimento estruturante para Portugal e também dar apoio à internacionalização das empresas portuguesas que queiram ir para a Califórnia.

 

“Há um grande entusiasmo e uma grande amizade entre a Califórnia e Portugal”, sublinhou o secretário de Estado. 

 

Um outro objetivo da visita prende-se com a internacionalização da investigação científica universitária, no rescaldo da participação portuguesa na feira de educação da NAFSA — Association of International Educators (Associação de Educadores Internacionais), que decorreu em Denver até 03 de junho.

O governo convidou as universidades portuguesas a juntarem-se à visita e facilitou reuniões em várias universidades norte-americanas, incluindo Stanford, Berkeley, a universidade católica de Santa Clara e as universidades estaduais da Califórnia em Fresno e Santa Bárbara.

 

“Em todas as reuniões o objetivo foi ver o que é que as universidades estão a fazer em termos de investigação, novos projetos, novas metodologias e, por outro lado, termos uma conversa aberta entre as universidades americanas e portuguesas sobre as áreas em que poderão trabalhar em conjunto”, resumiu Bernardo Ivo Cruz.

“As universidades portuguesas têm soluções que interessam às universidades americanas em termos de metodologias e conhecimentos e vice-versa”, referiu. 

 

Entre os tópicos em destaque estiveram as transições energética, ambiental e digital.

 

“É muito importante que tenhamos o conhecimento científico que as universidades trazem, mas também a aplicação prática desse conhecimento nas empresas e organizações, para que possamos adaptar-nos a estes desafios que são comuns e enormes da melhor forma possível”.

 

O governante participa hoje nas comemorações do Dia de Portugal com uma reunião do conselho consultivo do Consulado Geral de Portugal em São Francisco, uma cerimónia com o ‘mayor’ da cidade, onde será içada a bandeira portuguesa, e uma receção à comunidade e amigos de Portugal que terá lugar no consulado.

O secretário de Estado frisou que este “é o primeiro 10 de junho depois da pandemia” e sublinhou a importância de o passar presencialmente com a comunidade portuguesa da costa Oeste dos Estados Unidos, que é “bem integrada, muito empreendedora e muito grande”.

A visita termina em São José, com as comemorações comunitárias do Dia de Portugal a acontecerem no sábado, 11 de junho, com música, com uma parada portuguesa e a cerimónia de inauguração de uma nova exposição no Museu Histórico Português.

Fonte: Sic, com informações da Agência Lusa.

Quatro Escolas Portugueses de Negócios no Top 50 do Ranking Financial Times

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Com quatro escolas no top 50 do ranking do Financial Times para a formação de executivos, Portugal é o terceiro país mais bem representado nesta lista, atrás de França e do Reino Unido.

 

Neste ranking do FT que avalia os programas de formação em gestão para executivos, a Nova School of Business and Economics (Nova SBE) volta a apresentar a melhor classificação. A escola de negócios localizada em Carcavelos (Oeiras) surge na 22ª posição em termos globais, numa lista que combina a avaliação dos chamados programas abertos ao público e desenhados para empresas.

“Na edição de 2022, a Nova SBE tem uma subida de mais de 20 posições, quer no ranking geral de escolas, onde se destaca como a escola portuguesa mais bem classificada, assim como nos rankings específicos para os Programas Abertos e Programas Customizados”, destaca a instituição que figura no “1º lugar em Portugal pelo terceiro ano consecutivo”.

Na 27ª posição encontra-se a Católica Lisbon School of Business and Economics, graças sobretudo à muito boa avaliação que conquista para os chamados programas ‘customizados’, ou seja, direcionados para empresas. Nesta área em particular, a Católica-Lisbon ocupa a “19ª posição a nível mundial e a 12ª na Europa, sendo líder em Portugal, naquele que é o melhor resultado de sempre”, sublinha a escola, também em comunicado.

A Porto Business School (PBS) subiu várias posições, consolidando a sua presença no top 50: ocupa o 40º lugar, logo seguida do estreante ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa).

 

Porto Business School

 

“Portugal consolida a sua reputação internacional como um destino de referência para aqueles que procuram ensino executivo de excelência”, congratula-se a PBS, em comunicado.

O ISEG – Lisbon School of Economics and Management, da Universidade de Lisboa, estreia-se neste ranking e completa a lista de quatro representantes. “No dia em que celebramos 111 Anos temos esta excelente notícia!”, nota a diretora do ISEG, Clara Raposo.

A Hec Paris (Paris/Qatar), a Iese Business School (Espanha/EUA/Brasil/Alemanha) e a IMD Business School (Suíça) lideram este ranking da formação de executivos, que é um dos sete que a publicação inglesa divulga anualmente e que avalia parâmetros como a aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos, escolas parceiras, participantes internacionais, métodos de ensino e a satisfação global dos clientes.

No final de cada ano, o FT divulga o que considera ser a lista das melhores escolas de negócios da Europa. Nova SBE e Católica-Lisbon ficaram no ano passado no top 30.

 

Artigo publicado originalmente no Jornal Expresso.

Bem-vindo a Portugal, o novo paraíso para expatriados

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Jamie Dixon desembarcou nesta cidade litorânea montanhosa nove meses atrás, trocando seu trailer de luxo em Malibu por um apartamento de dois andares na cobertura que é o dobro do tamanho por uma fração do aluguel.

Sua fuga de sua Califórnia natal ocorreu em meio ao aumento do custo de vida, incêndios florestais e uma sensação de segurança cada vez menor após o roubo da casa de um vizinho. A treinadora de fitness que virou funcionária de startup decidiu que era hora de se reinventar em uma terra estrangeira, mas, como muitos expatriados americanos, ela não queria se sentir muito longe de casa.

Neste rico enclave a cerca de 24 quilômetros da capital portuguesa, Lisboa, ela encontrou seu pedaço da Califórnia na costa oeste da Europa: brisa do oceano, vista para as montanhas, dias quentes de primavera em passeios ladeados de palmeiras e o brilho do pôr do sol que infiltrar-se na noite.

“As coisas estavam ficando demais em casa, mas eu não queria deixar tudo sobre Los Angeles para trás”, disse Dixon, 37. Vestida com calças de ioga e tênis, ela bebeu vinho branco em um café orgânico com vista para as ondas quebrando em penhascos parecidos com o Big Sur, a uma curta caminhada do aluguel que ela divide com o marido ator e a filha de 7 anos.

“Com Portugal”, disse ela, “poderíamos manter as partes que gostávamos e deixar o resto”.

Dixon tem muita companhia em um país que se tornou um destino internacional para turismo e residência.

Este outrora império marítimo conhecido pelo vinho do Porto e pelo fado pode parecer muito com a Califórnia. Exceto que é muito mais acessível em um orçamento dos EUA. Essa é uma das razões pelas quais a esbelta nação do Atlântico atraiu – e até fez propaganda para – americanos que estão fazendo as malas.

Na última década, a população total em Portugal diminuiu, embora o número de estrangeiros tenha crescido 40%. As fileiras de cidadãos americanos que vivem nesta terra de 10 milhões aumentaram 45% no ano passado. Dentro da mistura de aposentados, nômades digitais e famílias jovens fartas de questões como custos de moradia e saúde, política trumpiana e políticas de pandemia, os californianos estão se tornando conhecidos em um país que já foi considerado o irmão esquecido da Espanha.

“Eu diria que 95% dos meus clientes agora são americanos”, disse André Fernandes, um corretor de imóveis de 38 anos do Porto que, ao ver o aumento do interesse em sua terra natal, voltou de Nova Jersey três anos atrás e passou da instalação de sprinklers para a venda de casas. “Na última semana, liguei ou mandei e-mails para pessoas da Califórnia, Arizona e Novo México.” Um cliente recente, disse ele, era um escritor da Netflix.

Portugal emergiu da crise financeira de meados dos anos 2000 como uma das nações mais pobres da União Europeia. Com a economia em frangalhos, os legisladores de Lisboa redigiram leis de imigração para cortejar agressivamente profissionais estrangeiros, desde os ricos, que podiam essencialmente comprar residência comprando terras, até trabalhadores remotos , que poderiam garantir um caminho para a cidadania ganhando dinheiro no exterior, mas gastando-o aqui. Mais recentemente, o país, que nos últimos sete anos sediou a conferência de tecnologia Web Summit, se tornou um paraíso fiscal para investidores em criptomoedas.

O governo estima que os estrangeiros tenham investido mais de 6 mil milhões de dólares em Portugal desde 2012 apenas através da compra de imóveis. As indústrias de turismo e aluguel intimamente relacionadas renderam mais de US$ 10 bilhões no ano passado e, antes da pandemia, representavam 15% do PIB do país. (Durante o mesmo período nos EUA, o turismo representou menos de 3% da economia.)

Para Dixon, um californiano de quarta geração, o processo de visto era um livro didático. Ela e seu marido, Joey Dixon, tiveram que abrir uma conta bancária portuguesa com poupança equivalente a cerca de US$ 21.000 – cerca de duas vezes o salário mínimo – e fechar um contrato de arrendamento de um ano.

Joey Dixon, que apareceu em “Yellowstone” e “SWAT”, está começando uma escola de atuação para outros transplantes de Hollywood. Sua esposa, que no início passou por crises de solidão, agora chega em casa com recipientes plásticos de sopa caseira na porta da vizinha abaixo, uma portuguesa mais velha, e fez amizade com um casal próximo e seu filho que se mudou de Nova York e começou uma empresa de mudança.

A poucos quarteirões da rua, os Dixons conheceram um casal da Califórnia – um deles trabalha para a Adobe – que recentemente fez a mudança. Espera-se que uma família de Seattle chegue este mês e ocupe o primeiro andar do prédio de três andares dos Dixons. Vendo um afluxo de americanos, a escola de sua filha contratou recentemente um professor de inglês e agora tem instrução bilíngue.

“Meu português ainda é ruim”, disse Jamie Dixon, que fez aulas, mas usa sua frase favorita para descrever sua atitude em relação à lenta jornada de integração: não faz mal (“no big deal”). Ela espera falar o suficiente em cinco anos para passar no teste de cidadania, que daria à família passaportes da União Europeia. Com eles vem a liberdade de se mover e trabalhar em grande parte do continente.

“Você simplesmente não sabe para onde a América está indo hoje em dia. Vamos brigar um com o outro para sempre? Estamos novamente na Guerra Fria com a Rússia?” disse Dixon. “Conseguir esse segundo passaporte seria um alívio.”

Mas o ressentimento dos recém-chegados está crescendo. Os californianos nem sempre podem escapar – e às vezes estão na raiz – de questões sobre gentrificação, disparidades de renda e imigração. A própria expressão “expatriado” ficou carregada em Lisboa, cidade que atrai dezenas de milhares de imigrantes da classe trabalhadora do Brasil, Ucrânia, Romênia e Índia. Em grupos do Facebook e encontros de cafés, ocidentais abastados debatem sobre como se definir. Nas ruas, ativistas portugueses protestaram contra despejos e aluguéis disparados causados ​​em parte por estrangeiros com bancos que contam em dólares e libras.

“Não há dúvida de que o investimento estrangeiro ajudou muito a economia de Portugal e tornou as cidades mais bonitas”, disse Isabel da Bandeira, ativista que co-fundou o grupo de direitos à moradia de Lisboa Aqui Mora Gente. “Mas esse processo também prejudicou os moradores de longa data que não reconhecem mais partes de suas comunidades ou não podem morar nelas.”

Do outro lado de Lisboa, o maior centro urbano do país com 550.000 pessoas, é difícil não ver os californianos. A cidade, onde o turismo cresceu ao longo dos anos a ponto de ruas inteiras em seu núcleo histórico serem compostas exclusivamente por hotéis e Airbnbs, atraiu recém-chegados endinheirados de todo o mundo, incluindo Reino Unido, Cabo Verde, África do Sul e Rússia. Mas mais americanos estão comprando propriedades caras do que quaisquer outros estrangeiros, superando os chineses.

Um artigo do ano passado no jornal Diário de Notícias, sediado em Lisboa, exaltava os laços entre a Califórnia e Portugal. “É fundamental colocar Portugal no mapa para os californianos”, disse Pedro Pinto, cônsul-geral português em São Francisco, na matéria, ao sugerir que um voo direto de Los Angeles para Lisboa “teria grande demanda” (já há um de São Francisco).

A Califórnia há muito atrai os portugueses. Espanha e Portugal reivindicam o explorador colonial do século XVI Juan Rodríguez Cabrillo, que foi o primeiro europeu a desembarcar nas costas da Califórnia, como um deles. Em meados do século XIX, multidões de agricultores dos Açores chegaram à Califórnia Central. Em San José, o bairro Little Portugal presta homenagem à história imigrante da região. Mas hoje, os transplantes vão para o outro lado e são de uma variedade diferente: classe média alta ou mais ricos com empregos online ou contas de aposentadoria bem administradas.

Depois de anos de política divisória, guerras fracassadas, diferenças de riqueza cada vez maiores e brigas por identidade nacional, os americanos talvez estejam mais flexíveis em seu patriotismo e dispostos a construir um lar além de suas fronteiras. Para os moradores da Califórnia, onde o melhor e o pior da América parecem colidir constantemente, as costas de Portugal ofereceram um descanso.

Das aldeias de aposentados do México e da América Central aos enclaves vermelho-branco-e-azul espalhados pela Ásia e Europa, os americanos há muito têm uma relação curiosa e às vezes controversa com o mundo e suas culturas. Eles são frequentemente vistos como querendo lançar outras nações à sua imagem, uma crítica habilmente destilada no romance de Graham Greene, “The Quiet American”. Eles querem o exótico desde que haja um cheiro do familiar.

Em Portugal, alguns expatriados recentes da Califórnia assumiram a responsabilidade de fazer o discurso de como evocar um pouco de seu estado natal enquanto moram no exterior.

Jen Wittman, que se mudou com o marido e o filho de 13 anos para Lisboa em março do ano passado, dirige um grupo no Facebook chamado Californians Moving To/Living In Portugal. Em uma comunidade de migrantes onde dezenas de páginas do Facebook funcionam como uma biblioteca de instruções sobre mudança, Wittman disse que criou a dela há um ano, depois de ver californianos “sendo ridicularizados em outros grupos por questões muito californianas, como onde conseguir bons abacates e comida mexicana.”

Os abacates foram fáceis de encontrar. A comida mexicana, nem tanto, embora haja um casal de San Diego que tem um tamale caseiro e um negócio de importação mexicana.

“Sinto que nós, como californianos, temos coisas mais particulares que queremos. Queremos sol, água, amenidades, comida fresca e orgânica”, disse Wittman, 47, ex-chef que administra uma empresa de consultoria online para pequenas empresas com o marido. “Também tendemos a ter renda mais alta do que outros americanos, então as pessoas ficam irritadas quando fazemos nossas perguntas sobre orçamento em outros grupos de expatriados.”

Residente em Playa del Rey durante 20 anos, partiu para Lisboa depois de uma passagem pelo Condado de Sonoma. Para Wittman, foi a morte de sua mãe e um desejo de repensar o futuro que estimulou a mudança. Ela também queria que seu filho tivesse aulas gratuitas de faculdade nos países da UE assim que a família obtivesse a cidadania. Em Portugal, disse ela, sente-se mais segura, tem cuidados de saúde mais acessíveis e ganhou distância da divisão política da América.

O aluguel do apartamento mobiliado de três quartos da família, escondido em uma rua de paralelepípedos ao lado de uma catedral de pedra do século 13 no bairro de Alfama, é de 2.100 euros – menos de US$ 2.200. Com acesso por elevador, cozinha renovada e vista para os navios de cruzeiro no rio Tejo, é uma pechincha no seu orçamento. Wittman, acostumada a refeições rápidas do dia de trabalho em casa, agora tem almoços de horas de lazer em seu restaurante português favorito, onde um prato de salada, coxas de frango e batatas é servido com vinho, café expresso e creme de manga por 10 euros, ou cerca de US$ 11.

Seu bairro, um dos mais antigos de Lisboa, onde todos os outros apartamentos agora abrigam estrangeiros, tem sido o centro de protestos contra despejos e gentrificação. Wittman, que se mistura principalmente com estrangeiros, disse que não recebeu hostilidade dos moradores locais. Em vez disso, ela também sentiu o aperto da crescente popularidade de Portugal.

“Conseguimos um acordo por causa do COVID e poucas pessoas visitando a cidade”, disse Wittman, que ainda mantém um pouco do sotaque do meio-oeste de sua criação em Indiana. Isso foi antes de uma oferta de extensão de arrendamento chegar a 3.650 euros. “Agora que nossa hora está chegando, não conseguimos encontrar nada acessível na cidade.”

Este mês, a família está se mudando para os subúrbios do outro lado do rio, a 40 minutos de distância.

Luis Mendes, geógrafo da Universidade de Lisboa, disse que o efeito de americanos e estrangeiros em Portugal é misto.

“Não há como negar que lugares como Lisboa se tornaram muito mais atraentes para jovens, criativos e com dinheiro para gastar. O efeito na economia e na aparência dos prédios – não mais vazios – é astronômico”, disse Mendes. “Mas o português médio já não pode viver no centro de Lisboa. Os aluguéis subiram cinco vezes em alguns anos. Mesmo as coisas básicas, como comprar mantimentos, fazem viagens mais longas fora do centro da cidade do que costumavam fazer.”

A tendência atingiu não apenas “residentes de classe baixa ao longo da vida, mas também gentrifiers que veem um apartamento alugado de 1.000 euros por mês transformado em um Airbnb de 120 euros por noite”, disse Jordi Mateo, professor da Universidade NOVA de Lisboa.

O governo reconheceu a crise. A partir deste ano, o popular programa de “visto dourado” do país, que oferece residência a estrangeiros que compram casas por 500.000 euros ou mais – os americanos dominam o programa – não está mais aceitando inscrições nas maiores cidades. Isso inclui Lisboa, Porto e Algarve, a região costeira do sul muito popular entre aposentados e amantes da cultura do surf.

Em poucos anos, os despejos mais do que duplicaram em Lisboa. O ex-prefeito da cidade, Fernando Medina, lançou uma iniciativa para alugar centenas de Airbnbs para usar como moradia para trabalhadores locais apenas para ver suas ambições fracassarem porque os proprietários poderiam ganhar mais no mercado privado. “Lisboa, não sejas francês”, disse um comentário recente na página do Facebook do grupo ativista Stop Despejos, uma referência aos custos exorbitantes dos destinos com muitos expatriados na França .

Embora a popularidade do país tenha crescido rapidamente durante a pandemia, com os preços para moradores e recém-chegados fazendo o mesmo, aqueles que chegaram mais cedo, de certa forma, se saíram melhor.

Therese Mascardo, uma terapeuta de 39 anos de Santa Monica, voou para Lisboa em 2019 depois de experimentar sessões online para reduzir seu trajeto diário de ida e volta de quatro horas para Orange County. Frustrada com a presidência de Trump, tiroteios em massa e um estilo de vida preso ao carro, ela disse que procurava “a antiguidade e o charme” de uma antiga cidade europeia que era possível caminhar. Mascardo foi atraído pelo fato de que os partidos de direita não fizeram as mesmas incursões no país como em outras partes da Europa.

Hoje, ela pode se dar ao luxo de trabalhar apenas dois dias por semana – em uma programação da Califórnia – enquanto cria uma marca de conteúdo de terapia de mídia social on-line em seu tempo livre. Ela tem dinheiro de sobra depois de pagar seu aluguel mensal de 1.000 euros. Um domingo por mês, ela lidera uma visita rotativa ao museu para nômades digitais em escalas na cidade.

Das ruas em frente ao seu apartamento de três quartos que fica entre os bairros da Estrela e da Lapa, Mascardo, que cresceu em Orange e estudou na UC Berkeley, pode olhar para baixo e avistar a Ponte 25 de Abril. Modelado a partir da Bay Bridge, é pintado no mesmo vermelho que o Golden Gate e a lembra de casa.

Mas apesar das viagens semestrais a Los Angeles, onde ela compra Vinho Verde barato e estoca velas Anthropologie e batatas fritas de ervilha Trader Joe para o retorno, ela não tem planos de sair.

“Adoro meu passeio semanal até o mercado de agricultores e estar a 15 minutos a pé da maioria dos meus amigos”, disse Mascardo. “Adoro a gentileza e a hospitalidade do povo português, especialmente quando eles toleram graciosamente minhas nascentes habilidades na língua portuguesa e oferecem gentilmente correções e dicas. Adoro que as pessoas comam pão aqui e nem sempre estejam falando sobre a dieta restritiva que estão fazendo. Eu amo que vestir-se é o modo padrão de existência aqui. Eu me sinto mais feliz e não apenas me esforçando para ser feliz.”

Jamie Dixon sente o mesmo.

Caminhando recentemente pela Avenida da República, a estrada à beira do penhasco perto de sua nova casa, repleta de cafés com vista para o mar, ela estava por momentos convencida de que estava de volta a Malibu, em uma espécie de Point Dume no Atlântico. Mas ao atravessar a estrada e vislumbrar as placas portuguesas, lembrou-se que é preciso tempo e paciência para construir uma nova vida numa terra distante.

“Sinto falta de conhecer as pessoas quando vou a um restaurante ou bar. Tenho saudades de brincar no deserto. Sinto falta de Palm Springs. Sinto falta de como é fácil pagar contas ou renovar minha licença. Sinto falta de ser fluente”, disse Dixon. “Levou meses para sentir que mal estamos nos adaptando. Mas me sinto mais seguro aqui saindo sozinho. Estou animado que minha filha vai falar outras línguas.”

Ela estava a caminho de casa para fazer as malas para uma viagem em família a Mallorca, algo que exigiria uma semana de folga e milhares de dólares quando estivesse de volta aos EUA. Dali, seria um passeio rápido de fim de semana barato.

“Eu pensei que LA era o fim de tudo, tudo e o único lugar lá fora”, disse ela. “Mas, às vezes, você precisa dar um salto e perceber que a América não é um lar para sempre.”

 

Texto originalmente publicado no Los Angeles Times.
Leia mais sobre o tema aqui.

Top 7 do Patrimônio Português

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A cultura e o patrimônio em Portugal têm características únicas. São o retrato de séculos de troca com outras nações, proporcionadas graças à forte tradição comercial do país e da personalidade desbravadora do seu povo. Estar em Portugal é fazer uma viagem por uma história de conquistas e miscigenações. Dos árabes aos chineses, os portugueses aprenderam com o resto do mundo, assimilaram tradições e formaram um complexo mix que cativa o planeta.

A UNESCO, órgão ligado às Nações Unidas, reconhece a beleza deste patrimônio. Portugal já possui 17 lugares classificados como Patrimônio Mundial da Humanidade. Na lista constam centros históricos, sítios arqueológicos, paisagens culturais e parques naturais. Com tantos cenários bonitos para conhecer, elegemos os 7 mais incríveis lugares classificados pela Unesco que você não pode deixar de visitar.

1. Centro Histórico do Porto

O centro histórico Porto foi distinguido pela UNESCO, em 1996. A área classificada como Património Cultural da Humanidade abrange o Centro Histórico da Invicta, incluindo o casario medieval que se vê na colina descendo da Sé até à Ribeira, e também a Ponte Luís I e o Mosteiro da Serra do Pilar, do outro lado do rio Douro. Vale a pena se perder pelas ruas estreitas e pelas escadarias escondidas, admirando as varandas de ferro e as fachadas com azulejos coloridos. O muro dos bacalhoeiros guarda memórias da muralha do século XIV, que protegia a cidade. Era nesta zona que, no passado, encontravam-se sediados os negociantes de bacalhau. Hoje, é um dos cenários mais concorridos para tirar belas fotos. Não deixe de apreciar a Torre dos Clérigos, as igrejas barrocas, entre outros pontos emblemáticos.

Top 7 do patrimonio portugues

Centro Histórico do Porto visto de Gaia

2. Centro Histórico de Guimarães

Foi aqui que nasceu Portugal, no século XII. Por isso, Guimarães tem um alto valor simbólico para a identidade portuguesa. A cidade está muito bem preservada e reflete bem a evolução da arquitetura civil desde a Idade Média até ao séc. XIX. Seu castelo, do séc. X, é um dos lugares mais visitados pelos turistas e também foi eleito, em 2007, como uma das Sete Maravilhas de Portugal. Com ares de contos de fadas, com direito a muralhas e torres fortificadas, teria sido neste castelo que Dom Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, teria nascido. A poucos passos de distância fica o belo edifício do Paço dos Duques, com suas curiosas chaminés em forma de cilindros, onde hoje funciona um museu. No Largo da Oliveira, coração do centro histórico, brilham a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, do século X, e o Padrão do Salado, bem em frente, construído para comemorar a vitória na batalha de mesmo nome, ocorrida no século XIV.

Top 7 do patrimônio português

Paços do Conselho, em Guimaraes

3. Paisagem Cultural do Alto Douro Vinhateiro

Localizado no nordeste de Portugal, a uma distância de cerca de 100km do Porto, estão as vinhas que produzem o famoso Vinho do Porto. É a mais antiga região vinícola demarcada do mundo. Uma das maneiras mais agradáveis de apreciar este cenário é a bordo de um barco Rabelo, antiga embarcação que transportava as barricas de Vinho do Porto. A região está repleta de pousadas de charme, resorts e spas de luxo, num cenário de tranquilidade e romance. Destaque para o Six Sense Douro Valey, com diárias a partir de 700€, que oferece vista panorâmica do vale do Douro, suítes com janelas do chão ao teto, jardins secretos, piscina interior aquecida e até uma biblioteca de vinhos com degustações diárias.

Top 7 de patrimonio portugues

Vale do Douro

4. Mosteiro de Alcobaça

Trata-se de uma das primeiras fundações monásticas cistercienses em território português e do primeiro ensaio de arquitetura gótica em Portugal. Localizada entre Lisboa e Coimbra, esta obra foi instalada distante das cidades, para garantir o isolamento dos monges cistercienses. Está inscrito na lista do Património Mundial da UNESCO desde 1989. Fundada no séc. XII, por doação do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. As dependências medievais ainda conservadas fazem do Mosteiro de Alcobaça um conjunto único no mundo, a que acrescem as edificações posteriores, dos séculos XVI a XVIII, como importante testemunho da evolução da arquitetura portuguesa. A Igreja do Mosteiro de Alcobaça é imensa, tem 106 metros de comprimento e 22 de altura. A verticalidade era uma das características do estilo gótico, pois aumentava a sensação de proximidade com Deus. No entanto, o que mais chama a atenção do visitante neste mosteiro é, sem dúvida, os túmulos do rei Pedro I e sua amada, Inês de Castro, obras-primas da escultura Gótica portuguesa. Vale a pena fazer uma visita guiada para saber mais sobre as características arquitetônicas do espaço e também sobre a trágica história de amor de Pedro e Inês.

Top 7 de patrimonio portugues

Mosteiro de Alcobaça

5. Mosteiro dos Jerónimos

Uma das 7 Maravilhas de Portugal, esta jóia do estilo manuelino está localizada numa das zonas mais qualificadas de Lisboa, junto ao rio Tejo, de onde partiram grandes expedições marítimas. Foi construído de acordo com o desejo do rei D. Manuel I de eternizar o seu governo, perpetuando as glórias alcançadas durante a Era das Descobertas. Foi ocupado pelos monges da Ordem de São Jerónimo que deveriam, entre outras funções, rezar pela alma do rei e prestar assistência espiritual aos navegadores portugueses que partiram dali à procura de novos mundos. Trata-se de um dos mais belos exemplares da arte manuelina, expressão artística genuinamente portuguesa, que faz uma interpretação muito específica do gótico, com uma profusão de detalhes de ornamentação ligadas ao mar, à navegação, e ao reinado de D. Manuel. O Mosteiro também abriga os belos túmulos do navegador Vasco da Gama e do poeta Luís de Camões.

Top 7 de patrimonio portugues

Mosteiro dos Jerónimos

6. Mosteiro da Batalha

Localizado em Leiria, na área central de Portugal, foi erguido por vontade de D. João I, como agradecimento pela vitória dos Portugueses sobre os Espanhóis na Batalha de Aljubarrota no ano de 1385. O Mosteiro de Santa Maria da Vitória (ou da Batalha) nasceu perto do local onde se travou o decisivo combate. Suas obras prolongaram-se por mais de 150 anos, através de diferentes fases de construção. Por conta disto, reúne ddiversas propostas artísticas: o gótico (predominante) manuelino e até um breve apontamento renascentista. É considerado um dos mais belos conjuntos monacais da Europa do fim da Idade Média.

Top 7 do patrimônio português

Mosteiro da Batalha

7. Paisagem Cultural de Sintra

Durante a antiguidade Sintra foi conhecida por “Serra da Lua”, e muitos eram os cultos e rituais que aí se realizavam. Essa foi, inclusive, uma das razões que teria levado a rainha do pop, Madonna, praticante do Cabala, a pagar 7 milhões de euros em um antigo palácio na região. A Paisagem Cultural de Sintra foi classificada pela Unesco em 1995, graças à harmoniosa ligação entre a natureza e a ação do homem que se verifica no local. Em meio à uma exuberante vegetação está o Palácio da Pena, um dos maiores exemplos do revivalismo romântico do séc. XIX em Portugal. O Rei Fernando II soube transformar as ruínas de um mosteiro em castelo repleto de elementos góticos, egípcios, islâmicos e renascentistas. E não apenas este: outras residências de prestígio foram construídas segundo o mesmo modelo na serra e fizeram deste local um exemplo único de parques e jardins que influenciou diversas paisagens na Europa. A especificidade patrimonial de Sintra afirma-se sobretudo na sua paisagem, inundada de quintas, palacetes, igrejas, parques, jardins, fontes e espaços bucólicos.

Top 7 do patrimônio português

Foto: http://paisagemcultural.sintra.pt/

Vantagens de Obter a Cidadania Portuguesa: Principais Benefícios

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Muitos brasileiros que decidem mudar para Portugal têm cidadania portuguesa ou fazem o pedido quando já vivem no país. Ter a cidadania pode proporcionar muitas facilidades para quem deseja viver no país e é sobre isso que vamos falar. Neste artigo, nós contamos algumas das principais vantagens de obter a cidadania portuguesa e conversamos com algumas pessoas que vivem essa experiência na prática.

 

Principais vantagens de obter a cidadania portuguesa

Como dissemos, ter a cidadania portuguesa pode facilitar bastante a vida de quem decidiu sair do Brasil para morar em Portugal. Entre as diversas vantagens de ser um cidadão português, as principais são:

1. Viver como um cidadão europeu

Ao ter cidadania portuguesa, você pode desfrutar dos mesmos direitos (e deveres) de um cidadão dos outros países da União Europeia. Terá, por exemplo, direito a pagar os mesmos impostos, participar de concursos públicos, utilizar a saúde pública e circular livremente entre os países do bloco Europeu apenas com o seu cartão de cidadão (como a nossa carteira de identidade).

Além disso, você poderá usufruir da qualidade de vida do país, que é reconhecido pela sua segurança, baixo custo de vida e serviços públicos de qualidade (como saúde e educação).

2. Lidar com menos burocracias

Quem é cidadão português terá que lidar com menos burocracias, em comparação aos imigrantes que têm autorização de residência, por exemplo.

As pessoas que vivem em Portugal com autorização de residência precisam renovar essa autorização a cada período de 1, 2 ou 3 anos, dependendo do tipo de autorização que tem. Quem é cidadão nacional não precisa mais passar por esse procedimento nem lidar com o SEF (serviço de imigração em Portugal).

3. Ter o direito de passar a nacionalidade para os seus descendentes

Outra vantagem de ter a cidadania portuguesa é adquirir o direito de repassar a nacionalidade para os filhos. Se você já tiver filhos ou pretender ter, eles também terão direito à cidadania.

4. Poder morar em outros países da Europa

Quem tem cidadania portuguesa pode escolher viver em qualquer um dos 27 países que fazem parte da União Europeia, tendo direito a estudar e trabalhar nesses locais.

Para isso, basta seguir o procedimento de fazer o registro como residente no outro país. O registro não é exigido nos três primeiros meses, mas se você decidir ficar no país após esse período, deve se registrar para regularizar a sua permanência.

O pedido é bem simples, e você receberá o Certificado de Registro, que tem o custo máximo de um documento de identificação do país.

Documentos necessários

Além do passaporte português ou de outra identificação válida, também poderá ser necessário apresentar um documento conforme a sua situação, como:

  • Contrato de trabalho ou certidão de emprego;
  • Documento que comprove ser trabalhador por conta própria;
  • Comprovante de subsistência (para aposentados);
  • Certidão de inscrição em estabelecimento de ensino.

No site oficial da União Europeia, é informado que não podem ser exigidos outros documentos além destes, já que você – como cidadão europeu – tem direito a transitar entre os países que fazem parte do bloco.

5. Pagar valores mais baixos para estudar

Os estudantes que têm cidadania portuguesa têm direito a pagar valores de propinas (anuidade) mais baixos. Sendo um estudante nacional, é possível pagar o mesmo valor que é cobrado aos demais estudantes portugueses.

Para quem tem o desejo de fazer uma formação no país, é uma grande vantagem. Os valores são muito mais em conta.

Apenas para que você tenha uma ideia comparativa. Na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), um curso de licenciatura custa 697€ para estudantes nacionais e 1925€ para estudantes da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, na qual os estudantes brasileiros se enquadram).

Veja também outras vantagens de estudar em Portugal com cidadania portuguesa.

6. Ter acesso a bons serviços de saúde

Se você tem cidadania e vai morar em Portugal, poderá ter acesso a serviços públicos que são oferecidos com qualidade e com preços baixos. A saúde pública é um excelente exemplo.

O Sistema Nacional de Saúde (SNS) funciona muito bem e você pode depender exclusivamente dele, se quiser (sem precisar contratar um seguro privado de saúde). Alguns serviços do SNS são gratuitos e outros têm valores bem acessíveis. Os exames solicitados pelo médico do Centro de Saúde, por exemplo, não têm nenhum custo.

Além disso, as medicações prescritas costumam ter boa parte do custo subsidiado pelo governo. As comparticipações, em alguns casos, podem chegar a até 90% do valor do remédio.

Opinião de quem vive em Portugal: as vantagens de obter a cidadania portuguesa

Para poder falar melhor sobre isso e saber como essas vantagens funcionam na prática, conversei com alguns brasileiros que têm cidadania portuguesa e aceitaram compartilhar um pouquinho das suas histórias.

1. Brasileiros com cidadania portuguesa por descendência

Como foi a sua aquisição de cidadania portuguesa?

Tiago: obteve a cidadania por descendência, já que ele é neto de um cidadão português. Já adulto, ele percebeu que ter a cidadania o possibilitaria ter mais facilidade burocrática para poder viver em outros países. Fez o processo ainda no Brasil, em pouco mais de 1 ano. Ele e a esposa mudaram para Portugal depois que o processo foi finalizado.

Gabriel: a aquisição foi por descendência, já os seus avós são portugueses. Quando se mudou para Portugal já tinha cidadania reconhecida e passaporte.

Luiza: obteve a cidadania por descendência. Na primeira vez que veio a Portugal, chegou ao país como turista porque ainda não tinha o reconhecimento da cidadania, o que só aconteceu 1 ano mais tarde. Após vários meses de espera e alguma demora no processo, optou por retornar ao Brasil para finalizar os trâmites.

Quais são as maiores vantagens de obter a cidadania portuguesa?

Tiago: para ele a maior vantagem é a segurança emocional e o fato de se sentir seguro como imigrante. Entretanto, ele ressalta que apesar de ter a nacionalidade, ainda é visto como um brasileiro: “continuo com os mesmos bônus e ônus em termos sociais, sendo ou não um nacional”. Em relação às vantagens práticas, ele mencionou a facilidade de ter um cartão de cidadão e os valores mais baixos pagos na universidade.

Gabriel: ele citou várias vantagens, como a facilidade com documentação e burocracias em geral e o fato de não precisar fazer renovação de autorização de residência. Gabriel também lembrou que quem tem cidadania portuguesa tem mais facilidade para conseguir fazer um financiamento ou obter crédito bancário.

Luiza: ela também mencionou como grande vantagem a diminuição dos processos burocráticos em comparação com quem não tem cidadania, como as renovações de autorização de residência, além das dificuldades para obter NIF e fazer cadastramento em um Centro de Saúde.

Há quanto tempo vive em Portugal e por qual motivo escolheu o país?

Tiago: mora em Portugal desde 2017 e conta que se mudou porque queria viver no país e desejava poder vivenciar uma experiência menos desigual. Além disso, ele está em fase de conclusão do mestrado.

Gabriel: ele vive em Portugal há 2 anos e meio e decidiu mudar para o país para estudar e trabalhar. Como ele já planejava mudar há algum tempo, agilizou o processo de obtenção de cidadania e depois conseguiu uma proposta de emprego.

Luiza: ela e a companheira vieram ao país pela primeira vez em 2015, muito em função da falta de segurança que sentiam no Brasil. Primeiramente, elas vieram fazer uma residência artística, que deu origem a outra. Estabelecidos bons contatos pessoais e profissionais, as duas decidiram imigrar e estabelecer residência fixa em Portugal.

2. Brasileiras com cidadania portuguesa por casamento

Como foi a sua aquisição de cidadania portuguesa?

Luana: “Adquiri minha cidadania por casamento. Apesar de ter ascendência portuguesa, espanhola e italiana, a família do meu marido já estava com o processo muito adiantado”. Por conta da facilidade e da agilidade do processo, Luana preferiu obter a cidadania através do casamento. Quando mudou para Portugal, ela ainda não tinha cidadania portuguesa. Veio para o país com outro visto e precisou esperar 3 anos até finalizar o processo.

Carmelita: aconteceu através do casamento. A união com o marido português foi celebrada no Brasil e reconhecida em Portugal após a mudança do casal.

Quais são as maiores vantagens de obter a cidadania portuguesa?

Luana: “há as vantagens de pagar o menor valor das propinas universitárias, de gozar dos direitos de saúde e outros benefícios”. Entretanto, Luana destacou que, apesar das facilidades burocráticas, ela sente que não deixa de ser brasileira aos olhos dos portugueses.

Carmelita: segundo ela são muitas vantagens, mas destaca o acesso à saúde e a segurança que se sente em Portugal. Segundo Carmelita, outra grande vantagem é a facilidade de circulação pela Europa.

Há quanto tempo vive em Portugal e por qual motivo escolheu o país?

Luana: vive em Portugal há 6 anos. Mudou para o país com o objetivo de estudar. Quando chegou fez o mestrado e agora está fazendo o doutorado.

Carmelita: vive em Portugal há 44 anos e é aposentada. Veio para Portugal acompanhando o marido (que é português e vivia no Brasil). Ela conta que, quando chegou, se encantou com o país, começou a trabalhar e decidiu ficar e fazer a vida do lado de cá do oceano.

3. Brasileiro com cidadania portuguesa por tempo de residência

Como foi a sua aquisição de cidadania portuguesa?

Nelson: a aquisição de cidadania foi por tempo de residência, em consequência do período em que cursou mestrado e doutorado em Portugal. Depois de viver alguns anos no país, ele conseguiu obter a cidadania portuguesa.

Quais são as maiores vantagens de obter a cidadania portuguesa?
Nelson: para ele as principais vantagens são a diminuição da burocracia e a possibilidade de viver e trabalhar em qualquer país da União Europeia. Nelson também lembrou que o passaporte português permite visitar países como Estados e Canadá sem a necessidade de solicitar visto.

Há quanto tempo vive em Portugal e por qual motivo escolheu o país?

Nelson: vive em Portugal desde 2010, mas já havia morado no país em 2006. Veio para fazer mestrado e doutorado, tendo feito essa escolha por conta da segurança pública e das relações pessoais que construiu desde a sua primeira estadia.

O lado profissional também pesou bastante na decisão: “sentia que era possível escalar uma carreira como investigador científico. Atualmente sou investigador Jr. na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e pesquisador pós-doutoral do LAQV/REQUIMTE”.

Como adquirir a cidadania portuguesa

A cidadania portuguesa pode ser obtida de várias formas, que estão definidas na Lei da Nacionalidade. Listamos abaixo as hipóteses:

Por descendência: quem é descendente de português pode ter direito. Se você é neto de um português pode obter a cidadania portuguesa diretamente. Se for bisneto, por exemplo, pode conseguir, desde que seus antecessores também tenham o reconhecimento;
Por tempo de residência: pode ser concedida a quem more legalmente em Portugal há pelo menos 5 anos;
Através de casamento ou união de fato: quem é casado ou vive em união de fato com um cidadão português (há pelo menos 3 anos) pode solicitar a cidadania;
Filho de imigrantes nascido em Portugal: desde que os pais da criança morem legalmente em Portugal há pelo menos 1 ano;
Por adoção: essa hipótese é válida para pessoas que tenham sido adotadas por um cidadão português antes de completar 18 anos e antes de 8 de outubro de 1981;
Sendo descendente de judeus sefarditas: o governo concede nacionalidade a estes descendentes se comprovarem sua origem através de um certificado que é emitido pela Comunidade Judaica (no Porto ou em Lisboa);
Por investimento (Golden Visa): cidadãos que tenham o visto de investidor e mantenham o investimento por 5 anos também têm direito a solicitar cidadania.

Se você também tem direito a cidadania portuguesa (ou precisa descobrir se tem), indicamos fazer todo o processo acompanhado por uma assessoria especializada.

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Entenda também se existe diferença entre naturalização e cidadania portuguesa.

Vale a pena ter cidadania portuguesa?

Com todos estes depoimentos, podemos dizer que existem muitas vantagens de obter a cidadania portuguesa, não é mesmo? Se você pretende morar em Portugal e tem direito à cidadania por descendência, recomendamos que organize a sua documentação.

 

Artigo originalmente publicado pelo site Euro Dicas.